segunda-feira, 10 de novembro de 2025
Os serviços de saúde da Mêda estão doentes, quase em coma profundo…
Os serviços de saúde da Mêda estão doentes, quase em coma profundo…
No concelho da Mêda, os serviços de saúde estão tão doentes que já nem há esperança de
recuperação. Estão em coma, sem direito a visitas ou sequer a um estetoscópio de
consolo. O SAC (Serviço de Apoio Complementar) vive em intermitência, ora tem
médico, ora não tem, ora fecha sem aviso. Dias inteiros passam sem que a
população tenha acesso a cuidados básicos. Na Mêda, até a dor precisa de
marcação prévia. Dores de cabeça? Só com agendamento. Escoriações? Que sejam
fora do horário laboral, por favor. De vez em quando, surge um letreiro
milagroso: “Hoje pode estar doente entre as 20h00 e as 24h00.” Que sorte! As
restantes horas do dia estão reservadas à espera, aguarde por uma vaga na USF
“Mimar a Mêda”, onde os “mimos” dados à população se resumem a: “Apanhe o táxi e
vá a Vila Nova de Foz Côa… ou então aproveite a boleia e vá direto ao Hospital
da Guarda.” Parece uma anedota, mas é a realidade. E como a realidade é nua e
fria, com um inverno que se aproxima, num concelho envelhecido, o acesso à saúde
tornou-se uma miragem, uma afronta à própria Constituição. A Mêda está doente. E
o pior é que não há cuidados de saúde que a curem. O governo, longe do Interior,
continua de costas voltadas para quem aqui resiste. Ao poder local, que vive
numa constante letargia, caberá despertar e de preferência antes que o
diagnóstico seja terminal. À Administração da ULS da Guarda resta cumprir o
mínimo: gerir, decidir e mudar o rumo. Este texto não foi escrito numa ala
psiquiátrica, mas qualquer semelhança com delírios, infelizmente, é pura
realidade.
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