sexta-feira, 1 de maio de 2026
1º de Maio, Sempre!
sábado, 7 de março de 2026
Vai Marcelo que não me deixas Saudades!
Para mim, porém, foi um presidente fraco. Muitas vezes quizilento, intriguista e, quando quis, claramente sectário. Comentou praticamente tudo, quase como um comentador permanente, um estilo de analista de imprensa cor-de-rosa do que um chefe de Estado.
No fundo, Marcelo foi sempre igual a si próprio: o homem do mediatismo, o mesmo que nos anos 90 distraía jornalistas com histórias de vichyssoise ou mergulhos no Rio Tejo. Nunca se desligou da exposição mediática, mas, na minha opinião, foi muitas vezes pouco fiável e até um fator de perturbação institucional.
Por fim, tenho algum orgulho em dizer que fui dos poucos portugueses que nunca votei nele e também nunca tirei uma selfie com ele.
Ao próximo Presidente da República, desejo sobretudo, que seja verdadeiramente um Presidente de todos e para todos os portugueses. E, acima de tudo, que esteja ao lado dos mais vulneráveis e daqueles que têm menos voz.
Que na sua magistratura, não se esqueça do Interior do nosso País!
sábado, 14 de fevereiro de 2026
Depois da tempestade.... os problemas continuam!!
Hoje, o editorial do Público toca no verdadeiro busílis do que aí vem: como reconstruir aquilo que as tempestades devastaram. E fá-lo abordando um dos problemas centrais - a crónica falta de mão de obra no setor da construção civil, onde têm sido, sobretudo, os imigrantes a mitigar a escassez existente.
Os números são claros: faltarão entre 80 e 90 mil profissionais. Perante esta realidade, é difícil compreender como ainda há políticos, nomeadamente do Chega, que insistem na narrativa de que os imigrantes “estão a mais”. A direita que embarca neste discurso e afina pelo mesmo diapasão deveria, no mínimo, corar de vergonha pelos dislates que alimentam junto das suas próprias claques.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Vamos ver se nos entendemos: é preciso manter o PS e “segurar” a democracia das tormentas populistas.
Vamos ver se nos entendemos: é preciso manter o PS e “segurar” a democracia
das tormentas populistas.
Porque é que
voto em António José Seguro? Poderia recorrer a muitos exercícios retóricos
para lá chegar, mas a verdade é simples: por exclusão de partes, a conclusão
torna-se óbvia.
Antes de
mais, porque votar é um direito e um dever, o dever de honrar todos aqueles que
lutaram para que hoje tod@s as portuguesas e portugueses possam escolher
livremente. Depois, porque Seguro é, de facto, o único candidato que representa
de forma clara e coerente o socialismo democrático.
Mas poderia
votar em quem?
Num radical
populista que despreza a Constituição e as instituições democráticas, como
André Ventura?
Num liberal como Cotrim, que de forma dissimulada quer enfraquecer
o SNS, a Escola Pública e o Estado Social?
Em Gouveia e Melo, um homem com demasiada farda e demasiado pouca
política, que ao longo dos debates se revelou manifestamente impreparado para o
cargo?
Em Marques Mendes, cuja proximidade a lóbis e “facilitação de
negócios” é incompatível com a exigência ética da Presidência da República?
O António
Filipe representa uma ortodoxia comunista que continua a olhar para a Europa
como se ainda estivéssemos no tempo dos muros. Não vivemos num “admirável mundo
novo”, é certo, mas também já não vivemos nesse mundo antigo.
A Catarina
Martins continua, a meu ver, demasiado “naife”. Posições como a que tem em
relação à NATO fazem-me pensar que ainda acredita que isto é a Albânia… e não
é.
Manuel João
Vieira é, para mim, o símbolo do “enanismo político”. Admito que hesitei: ao
fim de tantas tentativas, lá conseguiu ser candidato. Mas o momento político
exige responsabilidade. E, se for eleito, desiste. Por isso, desisti eu de
votar nele.
Quanto a
todos os outros candidatos: não os conheço suficientemente. E, em política, STOP ao desconhecido
e a tudo o que é inorgânico.
Assim, não
tenho melhor alternativa do que votar “seguro” pelo respeito da nossa República,
no Camarada Tó Zé.
Algum dia
teria de ser a primeira vez.



