Para mim, porém, foi um presidente fraco. Muitas vezes quizilento, intriguista e, quando quis, claramente sectário. Comentou praticamente tudo, quase como um comentador permanente, um estilo de analista de imprensa cor-de-rosa do que um chefe de Estado.
No fundo, Marcelo foi sempre igual a si próprio: o homem do mediatismo, o mesmo que nos anos 90 distraía jornalistas com histórias de vichyssoise ou mergulhos no Rio Tejo. Nunca se desligou da exposição mediática, mas, na minha opinião, foi muitas vezes pouco fiável e até um fator de perturbação institucional.
Por fim, tenho algum orgulho em dizer que fui dos poucos portugueses que nunca votei nele e também nunca tirei uma selfie com ele.
Ao próximo Presidente da República, desejo sobretudo, que seja verdadeiramente um Presidente de todos e para todos os portugueses. E, acima de tudo, que esteja ao lado dos mais vulneráveis e daqueles que têm menos voz.
Que na sua magistratura, não se esqueça do Interior do nosso País!

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