domingo, 31 de dezembro de 2017

Por agora, mudemos de ano...

"Muda de vida, se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti é de outro jeito.”

                                        António Variações


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Zé Pedro, para onde vais?


Zé Pedro, para onde vais?

Os Xutos e Pontapés cantaram e encantaram-nos durante quatro décadas, várias gerações partilharam músicas, estórias, momentos e muitas outras coisas, que só mesmo, quem não cruzou os braços (X) num concerto é que não pode saber o que estou a sentir…

Sou (ainda) do tempo em que os Xutos e os UHF disputavam o Rock Português, mas sempre fui admirador da banda da margem sul. De miúdo, lembro-me de ouvir os “contentores” do Circo de Feras, numa cassete, no walkman que o meu tio João trouxe de Paris.

Depois, tive o vinil “Gritos Mudos” a rodar na velha aparelhagem, com o culminar de colocar um grande poster no meu quarto.

O Zé Pedro era a alma dos Xutos, o perfume de uma banda irreverente e diferente, fizeram-me fã e nunca mais os esqueci.

Zé Pedro e Xana, apresentaram provavelmente um dos melhores programas de música alternativa (Vira o Vídeo). E aí tudo mudou, alterei o meu gosto musical, aprendi a gostar de outras sonoridades, estranhas, já que o mundo era mais fechado!

Zé Pedro, não sei para onde vais… mas pressinto que: “o que foi, não volta a ser, mesmo que muito se queira”.

Por isso, vou ter saudades tuas!

terça-feira, 21 de novembro de 2017

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Miss Eucalipta





Miss Eucalipta,

A tal que cortou em 20 milhões o orçamento para defesa de florestas.

A tal que liberalizou a plantação de eucaliptos e dificultou a plantação de árvores autóctones como o sobreiro.

A tal que atribuiu milhões de euros em subsídios aos latifundiários absentistas, criadores de touros que a maior parte hoje não aprecia.

Nota: ela é dona duma das maiores explorações de sobreiro do país.....

A tal cujo governo fez uma lei que proíbe a PJ de investigar os culpados em caso de mão criminosa nos incêndios.

A tal que antes de ir para o governo do Passos Coelho, trabalhava na empresa de advogados que defende a Monsanto.

A tal que humilhou Portugal ao votar contra o fim dos neonicotinoides junto com mais 4 países pequenos da União Europeia.

A tal que agora culpa todos pelos incêndios e o abandono da floresta.

Esta pessoa é real, não pensem que que estamos perante uma personagem de ficção, apenas uma ex-ministra de um (des)governo que empobreceu a maioria dos portugueses e mandou-os emigrar!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Sétima Arte

No passado domingo, comemorou-se o Dia Internacional do Cinema. No entanto, a Sétima Arte já teve melhores dias e melhores bilheteiras....

Numa altura em que falar de cinema é falar de assédio sexual, sodomia, pedofilia e outras parafilias… tornar-se-á malévolo adjectivar, desta forma tão negativa, a técnica e arte de reproduzir imagens num ecrã que encantam tantas gerações, tantas culturas e que, quase sempre, nos fizeram explorar e recriar o nosso imaginário! 

Depois dos "quarenta", fico com a ideia, que - voltar a adorar o cinema é voltar a ser criança.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Ainda se lembram!




Quem quer tirar dividendos políticos deste terrorismo incendiário (crime organizado), arrisca a queimar-se nas suas próprias labaredas (palavras)! 

A demissão de uma ministra pode salvar a oposição, mas não salvará o país!

Combater este flagelo é uma obrigação de todos. Em termos políticos, todos têm telhados de vidro e o país deverá entender que o combate só será eficaz quando tivermos uma floresta organizada e cadastrada. Até lá, compete a todos os organismos que tutelam estas áreas fazerem mais e melhor, com rigor e pautado com a batuta do saber técnico/académico.

Quem quer dar tiros partidários arrisca-se ao ricochete.  

Deixo parte de um registo, do sempre iluminado Daniel Oliveira, que ajudará à contenção dos nossos ímpetos (mais impetuosos).


“Em vez de começarmos outra vez a inventar, vamos ler relatório publicado pela comissão independente e completemos a reforma da floresta que deu os primeiros passos há uns meses. Cada incêndio que apagamos é apenas um incêndio que é travado. Os problemas estruturais estão lá todos e não se vão resolver ao ritmo das polémicas mediáticas”.

sábado, 14 de outubro de 2017

Sondagens são Sondagens....



Sondagens são sondagens... e valem o que valem!
Mas quando a esquerda cresce e a direita afunda-se, deixa-me sorridente.
O país gosta de António Costa!


terça-feira, 29 de agosto de 2017

AVISO AUTÁRQUICO!



A perda de memória ou de amnésia pode ser transitório ou de curto prazo e pode ter um súbito ou início gradual e piora.

Um dos factores que pode interferir com essa capacidade é a idade, a maioria das pessoas tende a perder a memória. Contudo, é necessário estar atento à perda de memória, já que a mesma pode interferir nas actividades da vida diária. Devendo efectuar-se uma avaliação mais cuidadosa.

Em muitos destes casos patológicos o esquecimento torna-se frequente e consistente, tornando-se motivo de preocupação.

Há casos, em que a própria pessoa confunde o seu próprio nome... 


domingo, 18 de junho de 2017

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Na muche!

Por muito certeiro que fosse, não diria melhor... Uma análise limpa e elucidativa, "na muche"... por Miguel Sousa Tavares (leitura obrigatória)!


"Ouvir Maria Luís Albuquerque a querer dar lições de economia ou finanças públicas a este Governo (ou a qualquer outro); ouvi-la prever catástrofes, em tom catedrático, e depois, quando as anunciadas catástrofes se revelam afinal sucessos, reclamar para si os louros dos mesmos; ouvi-la criticar as políticas de contenção de despesa pública que anunciou fazer e não fez e preconizar agora o contrário daquilo que defendeu quando no Governo, tudo isso me tira do sério.

Ouvir a desfaçatez com que o governante cujas decisões mais caras nos saíram desde o 25 de Abril pretende dar sermões morais sobre o dinheiro mal gasto dos contribuintes é puro desplante. Ver quem (juntamente com Carlos Costa e Passos Coelho) espetou mil milhões no Banif, para no fim essa banqueta insular ir à falência e custar mais três mil; quem andou anos a fio a assistir impavidamente ao acumular de prejuízos na Caixa Geral de Depósitos; quem se decidiu a experimentar a receita (até hoje, única) de espetar cinco mil milhões na Resolução do BES e na criação do Novo Banco (que rapidamente tratou de os fazer desaparecer), vir agora chorar pelos contribuintes que serão prejudicados pela prorrogação do prazo de pagamento dos quatro mil milhões que o Estado lá meteu pelo Fundo de Resolução (e cuja exigência de pagamento agora levaria à falência o que resta de banca), é verdadeiramente gozar com a nossa cara. Ver a senhora cuja teimosia em enfrentar o Santander na questão dos swaps nos custou mais umas centenas de milhões de euros atrever-se a falar em más decisões contratuais por parte do actual Governo, reflecte bem o seu sentido de responsabilidade política. Ver a senhora que, juntamente com Vítor Gaspar e Passos Coelho, conduziu políticas que forçaram a falência de milhares de empresas viáveis, que mandou para o desemprego 400 mil pessoas e metade disso para a emigração, ter a suprema lata de vir reclamar, por pretensas reformas que não fez, a paternidade da queda da taxa de desemprego abaixo da marca dos 10% e a criação de 120 mil postos de trabalho desde que tivemos a felicidade de nos vermos livres do Governo de que a senhora fazia parte, é apostar na amnésia colectiva. Se tivesse um pingo de pudor político, já se teria há muito calado de vez ou teria emigrado daqui — lá para onde os seus revelados talentos de economista sejam reconhecidos, como fez o seu antecessor. E se o PSD ainda conseguisse manter alguma lucidez de espírito no meio do desnorte em que navega, há muito que a teria reduzido ao silêncio, em lugar de a manter como porta-voz do partido para as questões económicas. Quantos portugueses imagina o PSD que votariam agora num governo chefiado por Passos Coelho, com Maria Luís Albuquerque a ministra das Finanças, Rui Machete a ministro dos Estrangeiros, Miguel Relvas a ministro da Presidência, e por aí fora?




Compreendo que não seja fácil a posição do PSD. Para começar, em circunstâncias bem difíceis, conseguiu ganhar as eleições mas viu-se desapossado do poder que já festejava por uma jogada de mestre de António Costa e uma insólita conspiração de contrários. Mas foi também assim, recorde-se, alinhando numa ainda mais antinatural conspiração de contrários, que PSD e CDS chegaram ao poder, derrubando o Governo do PS. Depois, todas as previsões de desastre anunciadas pelo PSD, o Diabo encomendado por Passos Coelho, o insucesso “matematicamente” garantido por Maria Luís Albuquerque no cumprimento dos 2,5% de défice previstos pelo actual Governo e a anunciada inevitabilidade de um orçamento rectificativo, algures a meio de 2016, tudo saiu, não apenas furado, mas ridicularizado. O défice foi de 2%, o mais baixo da democracia (com o saldo primário mais alto da zona euro); ao contrário do que aconteceu com todos os orçamentos do Governo PSD-CDS, não houve necessidade de qualquer orçamento rectificativo por desacerto entre as previsões e a execução; e, quanto ao Diabo, estamos assim, actualmente: a maior taxa de criação de emprego da zona euro e o a terceira maior taxa de crescimento do PIB na Europa. Enfim, e mais traumático do que tudo, deve ser perceber que isto aconteceu devido a uma combinação entre as medidas virtuosas que o anterior Governo anunciou e não fez (a contenção da despesa pública, que substituiu pelo “enorme aumento de impostos”) e a adopção de outras medidas que eles haviam jurado estarem erradas, como a aposta no relançamento do consumo privado, através da devolução parcial de alguns dos rendimentos mais baixos, que o anterior Governo cortara. Ou seja: de fio a pavio, os factos e os números (que valem bem mais do que os estados de alma ou as promessas eleitorais) provaram que a política económica do anterior Governo estava errada e foi um desastre para o país e para a vida concreta de milhões de portugueses. Não o reconhecer, não aprender com os factos e manter o mesmo discurso, pretendendo ainda que os portugueses lhes reconheçam os méritos das melhoria da conjuntura devido a ter-se feito exactamente o oposto do que preconizavam, ou é desespero ou é má fé.

É certo que a conjuntura internacional, em parte, tem ajudado este Governo. Mas também ajudou antes: o petróleo estava igualmente barato, o BCE já comprava dívida portuguesa, as taxas de juro estavam igualmente baixas para os privados e o Estado estava protegido da sua subida pelas condições do resgate da troika e dispondo ainda dos 78 mil milhões que esta nos havia emprestado (e que poderiam e deveriam ter sido usados para sanear a tempo a banca). Não, o que falhou foram as políticas e a teimosia, feita altivez, em insistir nelas e “ir ainda além da troika”, logo que se começou a verificar o efeito devastador que elas tinham sobre toda a economia. Como então aqui escrevi, quem tinha falido era o Estado e, para acorrer à falência do Estado, liquidou-se a economia, sem ao menos reformar o Estado — garantindo aquilo que Paulo Portas havia solenemente prometido: que no final do mandato teriam criado condições para que Portugal nunca mais tivesse de pedir para ser resgatado. Esse perigo mantém-se, porque, infelizmente, também não é este Governo, dependente de dois partidos que só pensam em aumentar a despesa pública, que irá reformar a administração pública e as mentalidades. Em estado de necessidade, quase em rigor mortis, como estávamos em 2011, Passos Coelho e Paulo Portas tinham as condições e o dever de o fazer — o país, grande parte dele, tê-lo-ia compreendido e aceitado. Mas não o fizeram e raras vezes se pode reescrever a história. Hoje, quando o próprio FMI e a Comissão Europeia reconhecem os erros cometidos em Portugal e na Grécia, a posição de trincheira do PSD não tem nada de estóico, apenas teimosia irracional e orgulho suicidário.

É verdade que Passos e Portas governaram em condições de extremas dificuldades — herdadas e que a sua estratégia ainda agravou mais. Mas também isso não serve de desculpa, pois eles quiseram governar, sabendo ao que iam. No momento em que os dois partidos da direita se juntaram aos dois de extrema-esquerda para chumbarem o PEC4 de José Sócrates (que fora aprovado em Bruxelas e Berlim), eles sabiam três coisas: que a única alternativa que restava era um pedido de resgate à troika; que José Sócrates se demitiria; e que era muito provável que, nessas condições, PSD e CDS ganhassem as eleições e assumissem o governo. Não foram, pois, ao engano nem por sacrifício patriótico: foram por vontade de poder. O que é legítimo, mas não pode depois ser usado como desculpa para as dificuldades da governação."

(Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia)