terça-feira, 27 de setembro de 2011
Coerência!
sábado, 17 de setembro de 2011
Enorme buraco na Madeira.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Pela Verdade!
Dedico este post a todos aqueles que de forma gratuita e massiva distribuíram “desinteressadamente” o Jornal “nova Guarda” pelo concelho de Meda, pensando porventura que com isso, conseguiriam manchar o meu bom nome. Apelo aos mesmos, essas criaturas sem rosto, que tenham a coragem, a mesma que não tiveram aquando da disseminação do jornal da semana passada, de distribuir o “Nova Guarda” de hoje. Nunca me escondi atrás de pseudónimos, sempre expressando de forma clara os meus pensamentos e actos, por muita crispação que estes pudessem causar. Julgo que a maioria dos Medenses não se revê na critica anónima, nesta forma cobarde, infundada e demagógica de fazer política.
Ou agora, já não dá jeito? De facto, há gente “sem coração” (Esta fica para mais tarde).

domingo, 24 de julho de 2011
Dominique Strauss-Kahn, verdade ou coincidência?
Não quero com isto dizer, que não haja outros culpados… Mas, o que me parece nestas histórias é haver um fundo de verdade!!!
Não duvido que os americanos são os mais capazes em inventar novas novelas, para assim, esconder a fraude que é a sua economia!!!
domingo, 17 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
SAP´s a verdade?
“Dói, dói, vai ao Centro de Saúde, está fechado, dói, dói…infelizmente dói a todos, a Saúde é demasiado séria para se poder brincar com ela. Agora, o PSD da Mêda tem que assumir as suas responsabilidades. O PS assumiu com a população que enquanto fosse governo o SAP da Mêda não seria encerrado. Cumpriu com a sua promessa! Não brinquem com o que é demasiado sério! O interesse dos Medense acima das tricas partidárias…”
Neste sentido, não posso aceitar que queiram tirar dividendos da situação, sobretudo quem nada fez para inverter a decisão.
Como sabemos, duas dos quatro médicos que o centro de Saúde de Mêda dispõe pediram a sua aposentação, o que significa que é impossível salvaguardar este Serviço.
Gostávamos que o PSD também assumisse a responsabilidade em lutar pela permanência do SAP, em vez de querer tirar dividendos políticos.
“O Partido Socialista de Mêda reconhece que os tempos actuais não são fáceis, sabe também que não se ultrapassam obstáculos com pessimismo e irresponsabilidade. Vivemos uma crise global, avassaladora, que exige dos portugueses algum sofrimento, mas ainda mais exige a sua arte e o seu engenho.
Sabemos da postura que os Partidos da Oposição, e em especial o seu maior partido, o PSD, têm tido em relação às dificuldades que atravessamos, criticando e nada apresentando em alternativa, claros actos de cobardia e de inconsciência de quem se diz ter o desejo de ser a mesma alternativa ao Governo do PS.
Sendo que não nos demoveremos pela defesa dos direitos e princípios descritos na Lei de Bases da Saúde, é um imperativo e um objectivo fundamental, obter a clara igualdade dos cidadãos no acesso aos cuidados de saúde. Seja esta qual for a condição económica dos cidadãos, onde quer que vivam, garantindo sempre equidade na distribuição dos recursos e na utilização de serviços de saúde a todos.
Para nós Beirões, a palavra é um tesouro e entendemos os compromissos e as promessas eleitorais como imperativos para a nossa forma de estar na vida e na política.
Por tal e nesse sentido, o Partido Socialista de Mêda, tendo tomado conhecimento da intenção do encerramento de alguns Serviços de Atendimento Permanente dos Centros de Saúde, nalguns Concelhos do Distrito da Guarda, durante o período nocturno, quer manifestar ao Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Saúde Dr. Manuel Pizarro a sua preocupação relativamente a esta possível medida. Entendemos que a ocorrer tal cenário e o Concelho da Mêda ser abrangido pela medida, que as suas repercussões políticas e sociais seriam tumultuosas.
- O distanciamento do nosso concelho em relação ao Hospital Distrital é significativo e as actuais acessibilidades impróprias para o caso de um transporte de urgência.
- Estando prevista a introdução de portagens na A23 e A25 e, não estando ainda assegurada a total isenção por parte dos residentes, torna-se “sui géneris” que os munícipes tenham de suportar custos acrescidos para se dirigirem ao Hospital de referência numa situação de urgência.
- O envelhecimento que caracteriza as nossas populações é também um factor que, em nosso entender, deverá pesar nesta decisão pois este grupo de cidadãos terá sérias dificuldades em se deslocar ao mesmo Hospital.
- Note-se que o SAP de Mêda recebe também utentes do concelho de Penedono, pois o seu Centro de Saúde já não funciona no período nocturno, e de algumas freguesias do Concelho de Vila Nova de Foz-Côa; assim o SAP abrange um largo número de utentes.
- No caso, de efectivamente ser encerrado o SAP, alertamos para a pertinência de se aguardar algum tempo, de forma a preparar as estruturas locais e população, dando respostas com meios ainda não existentes, minimizando o impacto político e social de tal decisão.
- Ao ser equacionado o encerramento do SAP, exigimos que sejam acauteladas as previsíveis consequências políticas que daí possam advir. Devendo ser considerado que tal medida comportará um gigantesco descontentamento da população, como sucedeu anteriormente noutros casos semelhantes.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
O preço da pressa
Há momentos que nos fazem despertar, palavras que nos fazem ressuscitar, artigos que merecem ser lidos, opiniões incitadoras de reflexão e este artigo de Miguel Esteves Cardoso, é disso um belo exemplo.
O preço da pressa
Se me perguntassem quanto tempo passei com a Maria João, nos últimos 15 anos, eu teria muitas dificuldades em não responder 15 dias ou até 15 minutos, por não saber mostrar e justificar até esse pouco tempo que passámos.
Ainda ontem acordámos às oito da manhã. Mas, às sete da tarde, apesar de termos passado o dia juntos, pareceu-nos que nos tinham roubado o dia inteiro; que tínhamos acabado de nos conhecermos.
Passo do amor à política, por amor ao meu país. A despedida do conhecido e comprovado José Sócrates deveria ter sido tão generosamente saudada como foi recebida a vitória do simpático mas inexperiente Passos Coelho.
O tempo, a ocasião e a sorte parecem ser coisas parecidas - mas são coisas muito diferentes. O ponto de vista, conforme o lugar onde se esteja e de onde se veja, importa mais do que o sentimento ou o juízo.
É sinal de ser-se feliz achar que o tempo nos foi roubado e que é pouco o tempo que tivemos e pouco o tempo que nos resta.
Não se pode dar importância de mais ao presente, seja amoroso, político ou financeiro. A pressa não é uma escolha: é uma consequência. E um preço.
Público 2011-06-08 Miguel Esteves Cardoso
sábado, 21 de maio de 2011
As análises políticas são como o futebol...
Porém, especulando sobre que a Comunicação Social está interessada na mudança de ciclo político, dado que José Sócrates tem uma personalidade por vezes autoritária e arrogante, traços de carácter que incomodam as sensibilidades mais frágeis do 5º poder.
Hoje, mais do que nunca, os jornalistas são marionetas dos seus patrões, e assim se compreende a degustação e regozijo de alguns senhores.
As expectativas do debate eram enormes, foi sem dúvida o debate mais aguardado nos últimos tempos, por um lado as sondagens recentes apontam para um empate técnico entre os dois maiores partidos, relançando assim uma mais do que possível vitória do Partido Socialista no próximo dia 5, obrigando o PPD/PSD a novas eleições internas e acentuando uma vez mais, a grande convulsão interna que se vem a assistir nos últimos tempos, entre Rios, Santanas, Morais Sarmentos…
Ao mesmo tempo, este debate tinha contornos de grande importância para Passos Coelho, este esteve muito fraco nos anteriores e era apontado como o mais inábil dos 5 candidatos.
Sabendo-se dos erros sistemáticos que Passos Coelho tem cometido, era expectável assistir a mais uma desonrante prova de teste que poderia pôr em causa a 2 semanas das eleições uma descolagem do seu rival para mais uma vitória de Sócrates.
Conhecendo-se a grande capacidade de Sócrates para os confrontos/debates, esperava-se um trituramento de José Sócrates face ao imaturo Passos Coelho.
Os objectivos para este confronto eram claros, por um lado os Socialistas apostando numa vitória demolidora e os sociais-democratas acreditando perder por pouco.
Depois de uma hora de debate as conclusões eram óbvias, apenas 4 temas foram ventilados, muitas dúvidas por esclarecer, esperando que ao fim de uma hora Passos Coelho fosse capaz de apresentar uma alternativa séria para o País, porém fantasiou uma caixa de Pandora para as duas próximas semanas.
É certo que Sócrates não goleou, mostrou maior preparação e conseguiu que Passos Coelho tenha jogado na defensiva. Um aspecto negativo para Sócrates foi não ter conseguido trazer à liça o programa do PSD ao longo de todo o debate.
Em conclusão, fica a certeza que José Sócrates ganhou por uma vantagem mínima, e que esta vitória tangencial não tenha servido os interesse de muitos que estavam à espera de uma goleada… Sabemos que Passos Coelho perdeu os debates anteriores e ontem o PSD estava com medo de levar uma tareia, como perdeu por pouco, entende que ganhou o debate.
O que é certo é que vamos a prolongamento nas próximas duas semanas, esperando pelas gafes e pelos deslizes dos dois candidatos com a certeza da marcação das grandes penalidades para o próximo dia 5 de Junho.
O que ganhar terá que fazer acordos e adquirir novos reforços o que perder neste confronto, terá como certo a chicotada psicológica!
quinta-feira, 3 de março de 2011
Faz parte da História... (João Heitor)
Manda fazer 200 Livros. Cada um de 450 páginas de português.
Numa 2ª feira de Fevereiro levanta-os da editora e carrega-os, talvez de táxi, para o seu apartamento em Odivelas - 2º andar ás costas. Tem 60 anos.
Arranca na 3ª feira de avião de Lisboa para Paris, carregando consigo 30 quilos de Livros, carga máxima permitida o que deu uns 60 livros. Despoja-se das suas roupas e compra num chinês um saco para a carga dos livros.
4ª e 5ª feira , em Paris, organiza a Vernissage ou o Lançamento do Livro no Consulado de Portugal em Paris. Pensa no cocktail e elabora os convites.
Pessoalmente, por correio, por email, por telefone mobiliza pessoas das sua rede de amigos, das suas redes comerciais, das suas redes sociais.
Na 6ª feira passada consegue meter na sala do Consulado umas 150 pessoas, dos mais variados matizes Gente da 2ª Geração e 3º Geração (os mais novos). Formados e não formados, empresários com sucesso, gente da cultura , do comércio e inserida nas entidades e organização francesas. São Bi- tanto portugueses como de franceses. A geração do seu pai, dos operários, das porteiras de Paris, já se diluiu.
Este Missionário bota discurso, galvaniza a plateia e elogia a obra do seu amigo escritor Jaime Gonçalves. Nascem ideias destas gentes em prol da Cultura Portuguesa.
Vende a quase totalidade dos livros que levou. Desmancha a tenda e o João Heitor ou o João Portugal é desafiado para novas tarefas em prol da Cultura Portuguesa.
Sábado está na Rádio ALPHA, com o seu amigo Jaime. No Domingo está em Versalhes numa associação de portugueses, com o seu amigo e vende o resto.
Enfim, ficamos por aqui.
Nesta 2ª feira arranca de avião de Paris a Lisboa, onde chega á noite. 3ª Feira, ontem, esteve comigo, transporta mais ideias e desenvolve. 4ª feira, carrega mais 60 livros, carga máxima do avião e parte de novo para Paris. Hoje 5ª feira vai estar não sei aonde. É preciso vender quando a onda criada ainda tem crista.
Aos 60 anos edita ainda, carrega ainda para Paris, passou uma vida a carregar e a vender livros em Paris.
Só por Fé e só um missionário a divulga.
A Fé deste Missionário está nos livros da Cultua Portuguesa . O seu Deus, o nosso Deus só pode estar no meio dos livros.
Este é o irmão, o pai, o marido, o cunhado, o tio, o amigo que temos.
Egidio Heitor
03-03-2011
Tio João

C’est João Heitor qui, dans son allure décontractée, qui m’a d’abord attiré l’attention sur la petite plaque allusive à António Nobre, située sur la façade du nº 12 de la rue de la Sorbonne, où le poète à vécu, en 1890-1891. Au ré-de-chaussé, il existe maintenant un petit et coloré “Sun coffee” dont les paninis et les viennoiseries, bien en évidence font de l’ombre aux deux plaques allusives aux deux poètes qui y ont vécu. António Nobre et, plus tard, Ossip Mandelstam ont partagé la vue sur la superbe Sorbonne qui surplombe le Quartier Latin et dont la grouillante vie culturelle aurait fait l’objet d’inspiration au poète portugais pour la composition de sa première œuvre - "Só", édité à Paris, en 1892.
Dans le regard de João Heitor, on voit encore l’éclat lorsqu’il raconte les difficultés surmontées pour réaliser un tel hommage à l’auteur de “Lusitânia no Bairro Latino” justement parce qu’il s’agissait du voisinage de la fameuse université. Aujourd’hui, une fois les adversités vaincues, c’est avec plaisir qu’il indique l’itinéraire de moins de cinq minutes qui sépare sa librairie de l’ancienne maison du poète.
Dans les alentours de la rue Sommerard, où il y a 20 ans, il a ouvert pour la première fois la porte de sa Librairie Lusophone, tous le connaissent comme le « Portugais des livres », une désignation dont il est fier.
Lorsqu’il y a 36 ans, il a quitté le Portugal, João Heitor était un adolescent idéaliste qui trouva sa motivation pour se laisser mener par les grands idéaux universitaires avec lesquels il a eu contact, par son éducation, au sein de la « Congregação Cambodiana », à Viseu.
Avant son départ pour la France, en 1974, il a passé trois ans à étudier et à travailler en Espagne, ce qui a contribué à la formation de l’homme qui, plus tard, réalisa une maîtrise en sociologie à l’« École des hautes études en sciences sociales”, à Paris. Aujourd’hui, il reconnaît posséder « l’esprit structuré par la méthodologie de l’école française » allié au « côté poétique et spontané des portugais” le dote d’instruments de combat et de dynamisme nécessaires à l’exercice de la fonction qu’il a choisi.
Son arrivée « aux lettres » avec l’ouverture de la librairie en 1987, c’est naturellement faite à travers de la passion qu’il a toujours eu pour les livres et la culture portugaise. Loin derrière se trouve l’époque de l’enseignement du Portugais aux générations des immigrés portugais en France et des revendications culturelles des différentes structures associatives qui, en tant que jeune récemment arrivé à Paris, il a aidé à construire.
Aujourd’hui, à 55 ans, il raconte comme il se sent comblé à l’idée de savoir qu’ « il a marqué la communauté par le livre » et il a le plaisir de pouvoir recevoir avec amitié tous ceux qui franchissent la porte de sa librairie à la recherche d’auteurs lusophones, dans la langue d’origine ou dans les multiples traductions en Français qu’il a aussi en vente. Il sait que sa librairie est devenue un point de rencontre, où des éléments de la communauté portugaise et des étrangers de différentes nationalités se rassemblent autour de la culture portugaise. Il sourit avec joie lorsqu’il rappelle que beaucoup d’enfants d’émigrés ont eu leur premier contact avec la littérature portugaise à travers de sa “Lusophone”. “J’ai construit des ponts, des fenêtres, c’est ce qui a de plus beau dans mon projet”.
Il y a près de six ans, il a décidé de se lancer un nouveau défit, et de réunir l’édition à da librairie, avec une longue carrière de libraire déjà. Pour cet homme, né à Meda, qui “pour réaliser son rêve, il a tout vendu” se lancer dans l’édition était devenu inévitable, essentiel pour la divulgation de ce qui se créé de mieux au sein de la communauté portugaise en France. Il a alors fondé la “Éditions Lusophone”, consacrée à l’édition d’auteurs lusophones, qui reflètent la richesse de la langue portugaise. De son catalogue qui compte déjà près de 60 œuvres, les œuvres de la collection “Testemunhos” sont les plus remarquables, où plusieurs œuvres de luso descendants ont déjà été publiées et de la collection “Universitária”, dédiée à la publication de thèmes philosophiques – comme “L’Universel et le Singulier dans la saudade – une philosophie de l’interculturel” de Adelino Braz, doctorat en philosophie par l’Université Paris I/ Panthéon Sorbonne – ainsi que “d’autres actes et thèmes universitaires”.
Pour João Heitor, qui s’assume comme un « libraire boulimique », une fonction qu’il exerce avec le plus grand plaisir, « le temps passe trop vite » et les deux heures qu’il passe de chez lui jusqu’au travail, il le passe à lire. À la librairie, il garde religieusement les manuscrits et certains des essais à éditer prochainement. Il avoue qu’il a en tant qu’« agent de divulgation de la culture portugaise », « des plans jusqu’à la fin de sa vie » et parmi ses rêves qui n’ont pas encore été réalisés se trouve aussi la publication d’un livre qu’il a écrit pour lequel il a déjà trouvé un titre – « Les mémoires d’un petit libraire portugais au Quartier Latin”.
(texte publié dans la revue “Magazine Artes” du moi d’avril 2007, revu en mai 2007) http://www.susanapaiva.com
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
“Na política, (não) vale tudo.”
Não aceito este pensamento fundamentalista, pois encaro a politica como algo com valores, regras e ética. Por isso, não posso aceitar a demagogia criada em torno das portagens nas SCUTS.
“Há que chamar os bois pelos nomes”, não adianta disfarçar e assobiar para o lado, como se tal não fosse nada connosco.
Todos sabemos o que o PSD sempre pensou em relação às SCUTs, senão leiam o Programa Eleitoral do PSD de 2005 e 2009. O mesmo partido que agora, em que as populações se mostram mais indignadas do que nunca, parece ter esquecido que tal foi uma exigência sua para aprovar o PEC e o Orçamento de Estado para 2011.
- Ouviram o que disse, há poucos dias o Sr. Rui Rio, quando afirmou “não aceito discriminação positiva para com as Scuts do Interior! Têm que pagar.”?
Não são necessárias mais palavras para caracterizar a irresponsabilidade e a demagogia com que o PSD se alimenta diariamente.
Poderão haver várias visões sobre a política governativa mas, em relação ao pagamento das Scuts, não é aceitável nem tolerável que esta hipocrisia e esta dissimulação que os senhores do PSD querem fazer passar aos portugueses não seja cabalmente esclarecida.
“Na política, não vale tudo.”
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Como seria noticiada hoje, em Portugal, a história do Capuchinho Vermelho...
"Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem... mas a actuação de um caçador evitou uma tragédia"
JORNAL DA NOITE - SIC
"Vamos agora dar-lhe conta de uma notícia de última hora. Uma menina foi literalmente engolida por um lobo quando se dirigia para casa da sua avó! Esta é uma história aterradora mas com um final feliz... o Sr. telespectador não vai acreditar mas, esta linda criança foi
retirada viva da barriga do lobo! Simplesmente genial!"
JORNAL NACIONAL - TVI
"... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A menina ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte público
naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão de Protecção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva por um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma lambada na cara da actual
governação portuguesa."
Entretanto manifeste a sua opinião e ligue para:
707696901 se acha que a culpa é do lobo
707696902 se acha que a culpa é do capuchinho
707696903 se acha que a culpa é do governo
CORREIO DA MANHÃ
"Governo envolvido no escândalo do Lobo"
JORNAL DE NOTICIAS
"Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho"
Revista MARIA
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama"
A BOLA
"Lobo será reforço de inverno na Luz"
JOGO
"Mourinho quer Caçador no Real"
LUX
"Na cama com o lobo e a avó"
EXPRESSO
Legenda da foto: "Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador". Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
PÚBLICO
"Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS"
O PRIMEIRO DE JANEIRO
"Sangue e tragédia na casa da avozinha"
CARAS
Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte:
Na banheira de hidromassagem, Capuchinho fala à CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa."
MAXMEN
Ensaio fotográfico no mês seguinte:
"Veja o que só o lobo viu"
SOL
"Gravações revelam que lobo foi assessor político de grande influência"




