domingo, 30 de outubro de 2011
O desenvolvimento do subdesenvolvimento
sábado, 29 de outubro de 2011
Testemunhos para memória futura
«Ora, Sr. Presidente e Srs. Deputados, Portugal está precisado de um governo sério e de um primeiro-ministro que tenha respeito pelas pessoas, pelas instituições e pelos órgãos de soberania!
Finalmente, o chumbo do PEC é uma exigência de futuro. Portugal vive um momento difícil, mas tem solução. Os portugueses sentem enormes dificuldades, mas têm de voltar a ter esperança. O País atravessa tempos difíceis, mas há-de voltar a vencer. Mas, para que Portugal tenha solução e os portugueses voltem a ter esperança, é preciso outra política.
É preciso cortar, mas também é preciso criar e construir: criar riqueza e construir crescimento económico!
Há anos que este Governo desistiu de criar riqueza e de construir crescimento económico. Ora, esta tem de ser a grande prioridade de futuro.
É preciso cortar, mas cortar de forma estrutural, e não conjuntural. Cortar nos salários e nas pensões ajuda a reduzir o défice, mas é uma ajuda conjuntural, porque estruturalmente nada muda — nem o tamanho, nem a dimensão, nem a estrutura gigantesca do Estado. Ora, do que precisamos é de mudar estruturalmente a face do Estado, tornando-o mais pequeno, menos gastador e menos consumidor de impostos. Esta tem de ser uma grande prioridade para o futuro.
Nada disto é novidade para a bancada do PS, eu sei!… Novidade seria que os senhores fizessem aquilo que deveriam fazer.
É preciso cortar, mas cortar com sensibilidade social. Um Governo que corta e congela pensões de reforma em vez de cortar a sério nos subsídios do Estado para empresas públicas, nas mordomais do Estado e dos seus gestores, nas «gorduras» do Estado e das suas estruturas, é um Governo sem sensibilidade e sem consciência social!
Sr. Presidente e Srs. Deputados, o futuro não se constrói sobre os vícios do presente e do passado. As soluções tradicionais falharam, os esquemas rotineiros e habituais estão esgotados. Há que mudar — mudar de rumo, mudar de política e também mudar de Governo! Mudar radicalmente e com convicção, mudar construindo uma nova esperança reformista!!
E não adianta o Governo fazer-se de vítima. O Governo é apenas vítima de si próprio, da sua arrogância e irresponsabilidade. Vítimas a sério são os portugueses, que empobreceram e viram o seu nível de vida degradar-se por culpa exclusiva do Governo.
Compreende-se, por isso, o desespero do Governo: está a lutar pela sua sobrevivência política. Nós, PSD, em coerência com o que sempre temos dito e feito, estamos aqui a lutar, como sempre, pelo interesse nacional!
Aplausos do PSD, de pé.»
domingo, 16 de outubro de 2011
Melhor Destino
Não frui quem mente frui. Antes, sabendo,
Ser nada, que ignorando:
Nada dentro de nada.
Se não houver em mim poder que vença
As Parcas três e as moles do futuro,
Já me dêem os deuses o poder de sabê-lo;
E a beleza, incriável por meu sestro,
Eu goze externa e dada, repetida
Em meus passivos olhos,
Lagos que a morte seca.
Fernando Pessoa
sábado, 8 de outubro de 2011
Parabéns JS
A JS tem estado, desde o primeiro momento, na linha da frente do combate contra esta injustiça para com os concidadãos do Interior do País!
Ontem a JS da Guarda, em conjunto com as Federações Distritais de Bragança, Castelo Branco, Vila Real e Viseu, enviaram uma carta ao Ministro da Economia e do Emprego, Dr. Álvaro Santos Pereira.
Parabéns JS...uma forma de ser diferente, na luta pela igualdade de oportunidades!
Exmo. Sr. Ministro da Economia e do Emprego, Prof. Doutor Álvaro Santos Pereira,
No passado mês de Outubro de 2010, o PSD condicionou a aprovação do Orçamento de Estado de 2011 à introdução de portagens nas atuais SCUT. Entendemos assim que a decisão de inverter a introdução de portagens está inteiramente do lado do PSD, que atualmente integra um Governo de maioria absoluta.
Estando a decisão de introduzir portagens dependente da apresentação da proposta de Orçamento de Estado de 2012, deixamos alguns motivos para a manutenção do sistema atual de SCUT, enquanto serviço público de especificidade regional:
- Inexistência de alternativas. Na construção destas auto-estradas aproveitaram-se troços do IP2, IP3, IP4 e IP5, sendo que os restantes troços destes Itinerários Principais se encontram num mau estado, devido à inexistência de manutenção recente (excluindo, por enquanto, o IP4 pois está em fase de transformação). As antigas estradas nacionais não representam uma alternativa, seja pelo traçado sinuoso, seja pela susceptibilidade acrescida a condições atmosféricas adversas, seja pelos perfis que impedem uma fluidez de tráfego compatível com os padrões de circulação atuais e as necessidades da economia.
- Sinistralidade rodoviária. A implementação de portagens levará ao aumento de tráfego nas antigas estradas nacionais. Verificamos que até ao momento não foi apresentado qualquer estudo de tráfego para estas vias, o que demonstra que a decisão de implementar portagens não tem em conta os potenciais efeitos nefastos na sinistralidade rodoviária.
- Fim consumado da economia regional? A fixação de empresas e os investimentos realizados no interior tiverem o pressuposto que a circulação nas auto-estradas não seria portajada. A introdução deste custo nos factores de produção levará ao encerramento de empresas e ao despedimento de milhares de trabalhadores.
- Mobilidade intraregional posta em causa. A dispersão geográfica das populações, empresas e serviços exige um esforço redobrado nas políticas de mobilidade no interior. Atualmente verifica-se que muitas pessoas se deslocam entre vilas e cidades para trabalhar, o que constitui uma realidade só possível pela construção das auto-estradas SCUT. Os custos resultantes da introdução de portagens levarão, deste modo, mais pessoas à situação de desemprego e à necessidade de se mudarem para os grandes centros urbanos. Por sua vez, o acesso a serviços básicos, como a saúde, carece, pela sua dispersão, da utilização das auto-estradas, deixando este acesso de ser universal em função do seu futuro custo. Tendo em conta a fraca oferta de transportes públicos, cujo sector teve investimentos sucessivamente adiados teremos um sistema de mobilidade claramente distante das necessidades básicas das populações, e que deste modo não se pode afirmar como uma alternativa.
- Abandono do desígnio do turismo. Uma das fontes de desenvolvimento económico desta região tem sido o turismo. Com a introdução de portagens, os custos decorrentes de uma deslocação às regiões do interior terá um substancial aumento, o que porá em causa o crescimento deste sector, cuja oferta é cada vez mais competitiva no plano nacional e internacional.
- Nível de desenvolvimento das regiões do Interior. Consideramos que o sistema SCUT reflete uma política de discriminação positiva das regiões do interior, que levará ao seu desenvolvimento e à sua desejada aproximação dos níveis médios nacionais do PIB per capita. A introdução de portagens levará necessariamente à inversão deste esforço, reduzindo-se o poder de compra das populações, e aumentando-se o seu custo de vida. Deste modo, reduz-se o contributo destas regiões para o desafio do crescimento económico nacional e será inevitável o aumento do fluxo de pessoas a abandonar as regiões do interior.
Na nossa perspectiva, a solidariedade nacional deve-se aplicar no seu conjunto. Somos contra a teoria do utilizador-pagador, que considera que sejam as localidades a pagar as obras públicas que usufruem. À luz do princípio da solidariedade nacional temos muito orgulho em poder contribuir para o financiamento dos transportes deficitários e dos IC’s dos grandes centros urbanos. Consideramos contudo que se o Governo for justo, equilibrado, e respeitador da coesão regional e nacional se deve igualmente exigir os mesmos pagamentos de outras regiões para as SCUT do interior.
A responsabilidade sobre esta decisão está do lado do atual Governo, que tem assim uma oportunidade de inverter uma exigência injusta do PSD tomada na sequência das negociações do Orçamento de Estado de 2011. Mais do que uma mera medida orçamental, a introdução de portagens nas SCUT deve ser entendida como uma medida de impacto real no modelo de desenvolvimento económico e territorial do nosso país.
Somos da opinião de que a isenção de portagens nestas vias de comunicação terrestre será um incentivo à fixação de empresas, fomento do turismo, fixação de pessoas, combatendo assim a desertificação constatada nestas regiões. Entendemos que o desenvolvimento do interior é uma parte importante do esforço que visa o crescimento económico do nosso país.
Ao longo da presente missiva procurámos apresentar os motivos pelos quais a introdução de portagens poderá representar graves efeitos para o país, e para o interior em especial. A introdução desta medida será mais uma forma de condicionar o desejado crescimento económico do nosso país. Esperamos assim contar com a sua intervenção, através da não inclusão desta medida no Orçamento de Estado de 2012.
Com os melhores cumprimentos,
Ivo Oliveira - Presidente da Federação Distrital da JS Vila Real
Nuno Miranda - Presidente da Federação Distrital da JS Bragança
Pedro Rebelo - Presidente da Federação Distrital da JS Guarda
Rafael Guimarães – Presidente da Federação Distrital da JS Viseu
domingo, 2 de outubro de 2011
Moção apresentada pela Bancada do Partido Socialista de Mêda na Assembleia Municipal no dia 30 de Setembro de 2011
Pretende-se, através desta reforma, aglomerar freguesias, com o objectivo de diminuir as assimetrias populacionais existentes.
Assim e se esta pretenção for aprovada com os critérios apresentados, a redução do nº de freguesias será avassaladora, de 4259 freguesias existentes passaremos a contar com pouco mais de 600 freguesias.
No nosso entender, esta será uma “machadada” fatal na politica de proximidade do poder local.
Entendemos pois que a coesão territorial só é possivel com um trabalho constante e diário, em que as Juntas de Freguesia são o “ponto de socorro” para estas populações que vivem longe dos grandes centros administrativos.
Se esta pretenção for levada a cabo será dado o maior retrocesso na Democracia portuguesa.
Aquilo que move os cidadãos em Democracia é, essencialmente, a possibilidade de poderem contribuir com as suas críticas e opiniões para a melhoria do país em que vivem.
Porque entendemos que as Juntas de Freguesia são o baluarte de uma estado democrático, que age próximo das pessoas, pela ajuda e na resolução dos seus problemas, não aceitamos que a nossa voz não seja tida em conta.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Coerência!
sábado, 17 de setembro de 2011
Enorme buraco na Madeira.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Pela Verdade!
Dedico este post a todos aqueles que de forma gratuita e massiva distribuíram “desinteressadamente” o Jornal “nova Guarda” pelo concelho de Meda, pensando porventura que com isso, conseguiriam manchar o meu bom nome. Apelo aos mesmos, essas criaturas sem rosto, que tenham a coragem, a mesma que não tiveram aquando da disseminação do jornal da semana passada, de distribuir o “Nova Guarda” de hoje. Nunca me escondi atrás de pseudónimos, sempre expressando de forma clara os meus pensamentos e actos, por muita crispação que estes pudessem causar. Julgo que a maioria dos Medenses não se revê na critica anónima, nesta forma cobarde, infundada e demagógica de fazer política.
Ou agora, já não dá jeito? De facto, há gente “sem coração” (Esta fica para mais tarde).

domingo, 24 de julho de 2011
Dominique Strauss-Kahn, verdade ou coincidência?
Não quero com isto dizer, que não haja outros culpados… Mas, o que me parece nestas histórias é haver um fundo de verdade!!!
Não duvido que os americanos são os mais capazes em inventar novas novelas, para assim, esconder a fraude que é a sua economia!!!
domingo, 17 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
SAP´s a verdade?
“Dói, dói, vai ao Centro de Saúde, está fechado, dói, dói…infelizmente dói a todos, a Saúde é demasiado séria para se poder brincar com ela. Agora, o PSD da Mêda tem que assumir as suas responsabilidades. O PS assumiu com a população que enquanto fosse governo o SAP da Mêda não seria encerrado. Cumpriu com a sua promessa! Não brinquem com o que é demasiado sério! O interesse dos Medense acima das tricas partidárias…”
Neste sentido, não posso aceitar que queiram tirar dividendos da situação, sobretudo quem nada fez para inverter a decisão.
Como sabemos, duas dos quatro médicos que o centro de Saúde de Mêda dispõe pediram a sua aposentação, o que significa que é impossível salvaguardar este Serviço.
Gostávamos que o PSD também assumisse a responsabilidade em lutar pela permanência do SAP, em vez de querer tirar dividendos políticos.
“O Partido Socialista de Mêda reconhece que os tempos actuais não são fáceis, sabe também que não se ultrapassam obstáculos com pessimismo e irresponsabilidade. Vivemos uma crise global, avassaladora, que exige dos portugueses algum sofrimento, mas ainda mais exige a sua arte e o seu engenho.
Sabemos da postura que os Partidos da Oposição, e em especial o seu maior partido, o PSD, têm tido em relação às dificuldades que atravessamos, criticando e nada apresentando em alternativa, claros actos de cobardia e de inconsciência de quem se diz ter o desejo de ser a mesma alternativa ao Governo do PS.
Sendo que não nos demoveremos pela defesa dos direitos e princípios descritos na Lei de Bases da Saúde, é um imperativo e um objectivo fundamental, obter a clara igualdade dos cidadãos no acesso aos cuidados de saúde. Seja esta qual for a condição económica dos cidadãos, onde quer que vivam, garantindo sempre equidade na distribuição dos recursos e na utilização de serviços de saúde a todos.
Para nós Beirões, a palavra é um tesouro e entendemos os compromissos e as promessas eleitorais como imperativos para a nossa forma de estar na vida e na política.
Por tal e nesse sentido, o Partido Socialista de Mêda, tendo tomado conhecimento da intenção do encerramento de alguns Serviços de Atendimento Permanente dos Centros de Saúde, nalguns Concelhos do Distrito da Guarda, durante o período nocturno, quer manifestar ao Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Saúde Dr. Manuel Pizarro a sua preocupação relativamente a esta possível medida. Entendemos que a ocorrer tal cenário e o Concelho da Mêda ser abrangido pela medida, que as suas repercussões políticas e sociais seriam tumultuosas.
- O distanciamento do nosso concelho em relação ao Hospital Distrital é significativo e as actuais acessibilidades impróprias para o caso de um transporte de urgência.
- Estando prevista a introdução de portagens na A23 e A25 e, não estando ainda assegurada a total isenção por parte dos residentes, torna-se “sui géneris” que os munícipes tenham de suportar custos acrescidos para se dirigirem ao Hospital de referência numa situação de urgência.
- O envelhecimento que caracteriza as nossas populações é também um factor que, em nosso entender, deverá pesar nesta decisão pois este grupo de cidadãos terá sérias dificuldades em se deslocar ao mesmo Hospital.
- Note-se que o SAP de Mêda recebe também utentes do concelho de Penedono, pois o seu Centro de Saúde já não funciona no período nocturno, e de algumas freguesias do Concelho de Vila Nova de Foz-Côa; assim o SAP abrange um largo número de utentes.
- No caso, de efectivamente ser encerrado o SAP, alertamos para a pertinência de se aguardar algum tempo, de forma a preparar as estruturas locais e população, dando respostas com meios ainda não existentes, minimizando o impacto político e social de tal decisão.
- Ao ser equacionado o encerramento do SAP, exigimos que sejam acauteladas as previsíveis consequências políticas que daí possam advir. Devendo ser considerado que tal medida comportará um gigantesco descontentamento da população, como sucedeu anteriormente noutros casos semelhantes.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
O preço da pressa
Há momentos que nos fazem despertar, palavras que nos fazem ressuscitar, artigos que merecem ser lidos, opiniões incitadoras de reflexão e este artigo de Miguel Esteves Cardoso, é disso um belo exemplo.
O preço da pressa
Se me perguntassem quanto tempo passei com a Maria João, nos últimos 15 anos, eu teria muitas dificuldades em não responder 15 dias ou até 15 minutos, por não saber mostrar e justificar até esse pouco tempo que passámos.
Ainda ontem acordámos às oito da manhã. Mas, às sete da tarde, apesar de termos passado o dia juntos, pareceu-nos que nos tinham roubado o dia inteiro; que tínhamos acabado de nos conhecermos.
Passo do amor à política, por amor ao meu país. A despedida do conhecido e comprovado José Sócrates deveria ter sido tão generosamente saudada como foi recebida a vitória do simpático mas inexperiente Passos Coelho.
O tempo, a ocasião e a sorte parecem ser coisas parecidas - mas são coisas muito diferentes. O ponto de vista, conforme o lugar onde se esteja e de onde se veja, importa mais do que o sentimento ou o juízo.
É sinal de ser-se feliz achar que o tempo nos foi roubado e que é pouco o tempo que tivemos e pouco o tempo que nos resta.
Não se pode dar importância de mais ao presente, seja amoroso, político ou financeiro. A pressa não é uma escolha: é uma consequência. E um preço.
Público 2011-06-08 Miguel Esteves Cardoso
sábado, 21 de maio de 2011
As análises políticas são como o futebol...
Porém, especulando sobre que a Comunicação Social está interessada na mudança de ciclo político, dado que José Sócrates tem uma personalidade por vezes autoritária e arrogante, traços de carácter que incomodam as sensibilidades mais frágeis do 5º poder.
Hoje, mais do que nunca, os jornalistas são marionetas dos seus patrões, e assim se compreende a degustação e regozijo de alguns senhores.
As expectativas do debate eram enormes, foi sem dúvida o debate mais aguardado nos últimos tempos, por um lado as sondagens recentes apontam para um empate técnico entre os dois maiores partidos, relançando assim uma mais do que possível vitória do Partido Socialista no próximo dia 5, obrigando o PPD/PSD a novas eleições internas e acentuando uma vez mais, a grande convulsão interna que se vem a assistir nos últimos tempos, entre Rios, Santanas, Morais Sarmentos…
Ao mesmo tempo, este debate tinha contornos de grande importância para Passos Coelho, este esteve muito fraco nos anteriores e era apontado como o mais inábil dos 5 candidatos.
Sabendo-se dos erros sistemáticos que Passos Coelho tem cometido, era expectável assistir a mais uma desonrante prova de teste que poderia pôr em causa a 2 semanas das eleições uma descolagem do seu rival para mais uma vitória de Sócrates.
Conhecendo-se a grande capacidade de Sócrates para os confrontos/debates, esperava-se um trituramento de José Sócrates face ao imaturo Passos Coelho.
Os objectivos para este confronto eram claros, por um lado os Socialistas apostando numa vitória demolidora e os sociais-democratas acreditando perder por pouco.
Depois de uma hora de debate as conclusões eram óbvias, apenas 4 temas foram ventilados, muitas dúvidas por esclarecer, esperando que ao fim de uma hora Passos Coelho fosse capaz de apresentar uma alternativa séria para o País, porém fantasiou uma caixa de Pandora para as duas próximas semanas.
É certo que Sócrates não goleou, mostrou maior preparação e conseguiu que Passos Coelho tenha jogado na defensiva. Um aspecto negativo para Sócrates foi não ter conseguido trazer à liça o programa do PSD ao longo de todo o debate.
Em conclusão, fica a certeza que José Sócrates ganhou por uma vantagem mínima, e que esta vitória tangencial não tenha servido os interesse de muitos que estavam à espera de uma goleada… Sabemos que Passos Coelho perdeu os debates anteriores e ontem o PSD estava com medo de levar uma tareia, como perdeu por pouco, entende que ganhou o debate.
O que é certo é que vamos a prolongamento nas próximas duas semanas, esperando pelas gafes e pelos deslizes dos dois candidatos com a certeza da marcação das grandes penalidades para o próximo dia 5 de Junho.
O que ganhar terá que fazer acordos e adquirir novos reforços o que perder neste confronto, terá como certo a chicotada psicológica!

