sábado, 7 de setembro de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
No meio desta irrevogável crise politica!
Desengane-se quem pensa que esta
crise governamental terminou. Depois das irrevogáveis demissões e da carta
gaspariana, com o pedido de clemência de todo o falhanço de políticas deste
(des)governo, nada poderá contrariar o óbvio - “A coligação fez TILT”.
A direita suspira de alívio e
acredita na ilusão de que os portugueses possam voltar atrás e acreditar que
agora sim, um governo coeso… que pífia conclusão: a ajuda do Sr. Aníbal Silva veio
apenas, e tão só, mostrar o que todos já sabemos, para este senhor, sempre que
tiver que escolher entre o interesse do País e o do seu PSD, ele optará, como
sempre, pelo do seu partido, não fosse ele o político há mais tempo em exercício
(foi Ministro, foi 10 anos PM e caminha para mais 10 anos de PR), tudo somadinho
dá-lhe o estatuto do maior responsável pelos falhanços deste país.
E agora, o ministro irrevogável
(Portas) negoceia com a UE, BCE e FMI pedindo mais flexibilidade financeira,
solicitando rotura com as politicas de ex-Gaspar, porém quem tem a tutela das finanças
é a Sr.ª ministra Swap, que não passa de uma discípula de toda a politica de
corte e de grande austeridade levada a cabo… Enfim, esta novela mexicana promete
mais uma série de episódios circenses com os acrobatas e bailarinos do costume.
No meio de tudo isto, António
José Seguro mostrou que está mais capaz e que poderá ser o que muitos
portugueses duvidavam, o futuro 1º ministro. É certo que, no meio desta
tempestade, o tempo poderá não jogar a seu favor, uma vez que manter uma
popularidade alta não é tarefa fácil porém, a médio prazo, o fato pode começar
a servir e São Bento fica tão perto do Largo do Rato…
Estas duas semanas foram tão
esclarecedoras do jogo de interesses que estas crises proporcionam entre
interessados e interesseiros, com os vários cálculos de pseudo-analistas de
ocasião. No meio deste tumulto muitos interesses estão em jogo, deixar o poder
é deixar de cozinhar… e há tantas privatizações em curso, tanto dinheirinho
para distribuir…
Por falar em dinheirinho, que
bela escolha o novo ministro dos Negócios Estrangeiros, mais um velho amigo do
Sr. Cavaco, mais um que lapidou o BPN…
Por último, deixo um artigo,
publicado hoje no jornal I do camarada e amigo Pedro Nuno Santos, no qual me revejo
na íntegra sendo as suas palavras esclarecedoras sobre alguns dividendos
políticos que muita gente tentou fazer em torno da decisão da dita salvação
nacional.
Considerando as opiniões destes analistas “independentes”, podemos afirmar com segurança que, caso António José Seguro tivesse decidido assinar um acordo que aceitasse cortes nas pensões e despedimentos na função pública, não o acusariam de ter cedido aos empresários ou às suas próprias pressões. Não, nesse caso teria sido corajoso. Acontece que em democracia não é a direita sozinha que determina qual é a decisão correcta e corajosa.
O Partido Socialista é um partido livre e transparente e os seus militantes são cidadãos plenos, com o direito de defenderem interna e publicamente o que acham mais acertado para o país. Naturalmente que depois são os órgãos internos a definir as posições finais. Na realidade, o que estes comentadores e analistas queriam era que apenas fossem ouvidas pressões para que o acordo fosse assinado. Pressões, só as deles.”
“ Foram
vários os comentadores e analistas políticos que abordaram criticamente a
manifestação pública de opinião, por parte de alguns históricos do Partido
Socialista, sobre a eventual assinatura de um acordo de salvação nacional. A
maior parte com o objectivo de assim diminuírem a decisão final do
secretário-geral do PS. Segundo aqueles, António José Seguro teria cedido às
pressões internas do seu partido. Esta análise
repetida por vários comentadores, muitos deles comprometidos politicamente com
o Presidente da República e com os partidos que apoiam o governo, revela uma
preocupante falta de cultura democrática.
Podemos
concluir destas análises que estes comentadores consideram que os militantes
dos partidos políticos, em matérias com a importância desta, devem estar
calados ou falar apenas dentro das sedes partidárias. Como não os ouvimos
queixar-se dos apelos e das pressões de grupos de empresários, ou mesmo de si
próprios, podemos concluir que consideram os militantes do Partido Socialista
cidadãos menores. Isto é, Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes, José Gomes
Ferreira, Camilo Lourenço ou Alexandre Relvas podem pressionar os partidos da
forma que entenderem, mas Mário Soares e Manuel Alegre não.Considerando as opiniões destes analistas “independentes”, podemos afirmar com segurança que, caso António José Seguro tivesse decidido assinar um acordo que aceitasse cortes nas pensões e despedimentos na função pública, não o acusariam de ter cedido aos empresários ou às suas próprias pressões. Não, nesse caso teria sido corajoso. Acontece que em democracia não é a direita sozinha que determina qual é a decisão correcta e corajosa.
O Partido Socialista é um partido livre e transparente e os seus militantes são cidadãos plenos, com o direito de defenderem interna e publicamente o que acham mais acertado para o país. Naturalmente que depois são os órgãos internos a definir as posições finais. Na realidade, o que estes comentadores e analistas queriam era que apenas fossem ouvidas pressões para que o acordo fosse assinado. Pressões, só as deles.”
sexta-feira, 21 de junho de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
ANTOLOGIA POÉTICA APRESENTADA NA XVI FEIRA DO LIVRO
A Câmara Municipal de Mêda levou a cabo entre os dias 23 e 27 de Maio, na Nave de Exposições do Mercado Municipal, a XVI Feira do Livro; resultante da parceria este Município Medense e o Agrupamento de Escolas do Concelho de Mêda.
Este evento pode contar com múltiplas atividades, designadamente:
- "Fragmentos": Homenagem a Amadeu de Souza Cardoso nos 125 anos da sua morte. - E.V. 9º ano;
- Exposição de trabalhos dos vários ciclos do agrupamento de escolas;
- Encontro com António Fontinha – contador de histórias;
- Apresentação do livro "N.ª Sra. dos Milagres - Da Promessa de um Barreirense à Devoção de Gerações" de Marisa Pêgo;
- Atuação da EGITÚNICA – Tuna Feminina do Instituto Politécnico da Guarda;
- Atuação da ESPROARTE de Mirandela (orquestra juvenil);
- Atuação do Centro de formação musical de Mêda;
Efetivamente, verificou-se o envolvimento de toda a comunidade educativa, agentes locais e população em geral, que encheram aquele espaço, nomeadamente no lançamento da Antologia Poética dos Poetas do Concelho de Mêda:
Esta antologia poética revela uma riqueza cultural valiosíssima. É evidente nos vinte e sete poetas eleitos para figurar nesta antologia, uma transversalidade temática em alguns deles, a par de uma grande diversidade de pensamentos, diferentes tendências poéticas, de diferentes olhares e de personalidades de múltiplas facetas, que travam um combate cívico por um mundo de valores e denotam um amor intenso pela palavra. Não se encontra uma regra comum, antes um elo invisível que une os poetas do nosso concelho, na capacidade de perpetuar a nossa identidade cultural, na preocupação com o mundo, na interação social evidente, que permite alicerçar o sentido de pertença às suas raízes, influenciando a forma como se expressam.
A grande riqueza das Terras de Mêda são as pessoas, os Medenses, e importa valorizar e atualizar o nosso património imaterial de modo a que os mais jovens possam ser no futuro fiéis depositários das expressões culturais e das tradições ancestrais legadas pelos nossos antepassados e, depositar neles, toda a nossa esperança e confiança. Esta antologia é a melhor resposta a esse desiderato visto que nela são transmitidos valores e recordações imprescindíveis não só ao conhecimento do passado, mas também à pedagogia das novas gerações. Sendo a única antologia poética do concelho e provavelmente do distrito.
sábado, 18 de maio de 2013
Está-nos no sangue, a corrupção
Um artigo interessante de Ferreira Fernandes sobre os nossos "brüder" alemães.
No meio de tanta frieza, autoritarismo e alguma tecnocracia germânica, eis um, de muitos casos que demonstram as mesmas tentações, os mesmos vícios e os mesmos delitos...
A conclusão, óbvia: "O crime não é coisa puramente latina!".
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Está-nos no sangue, a corrupção
Primo, mulher ou filho, a relação familiar pode variar, mas a etimologia de nepotismo é como a prova do algodão: a origem da palavra é "nipote", que em italiano quer dizer sobrinho. O nepotismo é de país do Sul, evidentemente.
Cola-se--nos aos costumes, a todos PIGS - tugas, macarronis, coños e outros comedores de iogurte com pepino picado -, gente mediterrânica que começa a corrupção logo lá em casa. Sabem como termina a Carta de Pêro Vaz de Caminha ao Rei, depois do achamento do Brasil? A pedir um favor para o genro! E depois não queremos os alemães a dar-nos lições... Agora, mais uma região europeia do Sul, palco de nepotismo.
Há 15 dias, o líder parlamentar de um partido do Governo demitiu-se do cargo, depois de se saber que empregava a mulher como sua secretária há 23 anos, com salário mensal de 5500 euros pago pelo Parlamento.
Na semana passada, o presidente da comissão parlamentar de Finanças, do mesmo partido, também se demitiu: tinha há dez anos como assalariados, pagos pelo Parlamento, a mulher e os dois filhos. Estes, quando começaram a mamar dos dinheiros públicos, tinham 13 e 14 anos. Apesar de se terem demitido dos cargos de direção, os dois políticos continuam deputados. No Sul pode haver muito défice, mas não de falta de vergonha.
Ah, já me esquecia, a região europeia de que falo é a Baviera, no Sul da Alemanha. E os deputados, Georg Schmid e Georg Winter, são da CSU, da coligação de Angela Merkel.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Passado, Presente e Futuro com os valores de Abril. Sempre!

Passado, Presente e Futuro com os valores de Abril.
Pela Democracia, pelas Instituições e pelas Pessoas, 25 de Abril, Sempre!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Inquérito do Público- "Os Portugues Preferem Sócrates!"
Inquérito do Jornal "Público"
"Qual dos políticos comentadores prefere?"
"Qual dos políticos comentadores prefere?"
- António Costa - 4%
Argumentos
- 9 votos: Experiencia, passado e credibilidade.
- 7 votos: Bom observador e credível!
- 6 votos: É um jogo de interesses e os portugueses continuam a ir nas cantigas.
- Francisco Louçã - 10%
Argumentos
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Argumentos
- 6 votos: É o único comentador que entende de economia.
- 6 votos: Embora por vezes controverso, é uma voz necessária.
- 1 votos: É um populista com uma visão de esquerda radical
- 0 votos: É um jogo de interesses e os portugueses continuam a ir nas cantigas.
- 0 votos: Reconhece que errou quando votou a moção de censura contra Sócrates.
- 0 votos: De longe o melhor! Fosse ele o nosso P-M e não estaríamos neste buraco
- José Sócrates - 54%
Argumentos
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- Manuela Ferreira Leite - 8%
Argumentos
- 37 votos: Para além de perceber do que fala, aponta o caminho.
- 23 votos: Percebe do que fala
- 18 votos: Não esta condicionado e fala verdades e define estratégias
- 14 votos: Excelente comunicador!
- 10 votos: o mais patriota dos nossos PM
- 10 votos: Tem ideias e tenta pô-las em prática
- 10 votos: Percebe-se do que fala
- 7 votos: É credível ao criar a sensação de que com ele as coisas seriam diferentes
- -7 votos: Continua a ser o sofista do costume, igual a ele próprio, sem crédito.
- -10 votos: não passa de um fala barato, devia ter vergonha arruinou Portugal.
- Manuela Ferreira Leite - 8%
Argumentos
- 10 votos: Se tivesse sido eleita primeira ministra, não estaríamos nesta situação
- 3 votos: É um jogo de interesses e os portugueses continuam a ir nas cantigas.
- 1 votos: Excelente prestação! Sabe do que fala!
- 1 votos: PSD elegeu o líder que resolva o problema .
- -1 votos: Explica as coisas de uma forma mais simples para todos.
- -2 votos: Dra. Acho que todo o Pais lhe dá toda a razão.
- Marcelo Rebelo de Sousa - 13%
Argumentos
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Argumentos
- 8 votos: Experiente, intelectual e expõe as ideias com clareza.
- 6 votos: Parcialidade disfarçada
- 4 votos: É da mesma cor política do governo" finge que discorda" mas faz jogo
- 3 votos: É um jogo de interesses e os portugueses continuam a ir nas cantigas.
- 2 votos: é completamente parcial
- 2 votos: Fala uma coisa" mas é parcial
- 1 votos: diz muitas não verdades com ar de quem sabe o que diz
- 1 votos: PSD discorda mas não retira confiança política ao líder .
- 0 votos: É o mais imparcial.
- 0 votos: Diz o que tem de ser dito.
- Marques Mendes - 1%
Argumentos
- 2 votos: É um jogo de interesses e os portugueses continuam a ir nas cantigas.
- 2 votos: Sem ideias, mais fofoqueiro do que comentador
- 2 votos: Coitadinho, nem 1%
- -1 votos: Pessoa séria, sendo parcial tem credibilidade
- Pacheco Pereira - 10%
Argumentos
- 10 votos: É o mais culto e abarca diferentes saberes
- 5 votos: É imparcial e intelectualmente honesto
- 2 votos: Justifica com argumentos irrebatíveis
- 1 votos: Contra poder
- 1 votos: È o mais culto e intelectualmente honesto
- 0 votos: É um jogo de interesses e os portugueses continuam a ir nas cantigas.
- Pedro Santana Lopes - 1%
domingo, 24 de março de 2013
E o mentiroso, sou eu ?
O ocorrido na passada quinta-feira, em relação à vinda, como comentador, de José Sócrates para a RTP, por parte de alguns deputados do PSD e do CDS, é de PASMAR, de lamentar a falta de democraticidade e de complexos estéreis perante o seu regresso. Como é possível considerarem-se sociais democratas! Será que têm medo que José Sócrates comece a falar deste verdadeiro descalabro do actual desgoverno! E que possa dizer: " e o mentiroso sou eu? o burro sou eu?".
Deixo algumas das mentiras do actual Primeiro Ministro, na altura líder da oposição, nas vésperas das eleições legislativas (Março a Maio de 2011).
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"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."
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"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."
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"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."
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"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."
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"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."
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"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."
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"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."
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"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."
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"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."
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"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."
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"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."
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"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."
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"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa.
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"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."
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"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."
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"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."
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"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."
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"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota."
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"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."
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"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."
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"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"
sábado, 9 de março de 2013
De Pedro Santos para Soares dos Santos
Tenho lido os artigos no jornal I, todas as quarta feiras,
do meu camarada e amigo Pedro Nuno Santos, estes fazem-me admirar a sua perspicácia
política e a forma como expõe os seus pontos de vista. A sua visão faz, sem
dúvida, dele uma esperança do panorama político do país e, em especial, do
Partido Socialista.
Reparei que esta semana dirigiu as suas palavras ao agiota Soares dos Santos. Admirei, uma vez mais, a sua capacidade de síntese e o seu poder de desmascarar um dos muitos usurpadores do capitalismo deste velho Portugal… Entendo, por isso, a publicação desse mesmo artigo.
Reparei que esta semana dirigiu as suas palavras ao agiota Soares dos Santos. Admirei, uma vez mais, a sua capacidade de síntese e o seu poder de desmascarar um dos muitos usurpadores do capitalismo deste velho Portugal… Entendo, por isso, a publicação desse mesmo artigo.
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Caro
Alexandre Soares dos Santos, sou cidadão português e deputado na Assembleia da
República. Sou, portanto, um dos destinatários dos inúmeros conselhos que tanto
gosta de dar aos políticos, aos jovens e aos portugueses em geral. Mas eu
também tenho algumas coisas para lhe dizer. O senhor é um dos poucos vencedores
do euro e das taxas de juro baixas – com uma moeda mais forte que o escudo
conseguiu passar a importar mais barato, e com taxas de juro historicamente
baixas, conseguiu o crédito necessário para, em poucos anos, alargar a todo o
país a sua rede de distribuição e investir no estrangeiro. Pelo caminho,
contribuiu negativamente para o saldo da nossa balança comercial, “aniquilou” o
comércio tradicional e esmagou as margens de lucro dos pequenos produtores
agrícolas.
Como se isto não fosse suficiente, ainda teve o descaramento de, em plena crise, transferir a domiciliação fiscal do seu grupo económico para outro país. E assim, ironicamente, enquanto o povo português faz das tripas coração para pagar esta crise, o senhor (ao que parece, um dos homens mais ricos do mundo) deixa de pagar em Portugal os impostos que eram devidos pelo lucro obtido cá, para pagar menos na Holanda.
Encontrou ainda, apesar de a economia
portuguesa estar em recessão, uma oportunidade de negócio em mais um sector
protegido da concorrência internacional – depois de o sector da distribuição, o
sector da saúde – montando uma rede de clínicas médicas low cost. À luz deste
investimento, compreendem-se melhor as críticas que faz à “subsidiodependência”,
ou quando afirma que “andamos sempre a mamar na teta do Estado” – quanto menos
o Estado investir no Serviço Nacional de Saúde, maior será o número dos seus
clientes, correcto?
Caro Alexandre Soares dos Santos, permita-me a ousadia de
lhe dar um conselho: use parte da fortuna que amealhou neste país para investir
na indústria. Desenvolva, por exemplo, uma bicicleta eléctrica: proponha-se
entrar no capital de uma empresa portuguesa de bicicletas já existente,
contrate uma equipa de jovens engenheiros para conceberem baterias eléctricas,
invista no design da bicicleta e na sua promoção e use a rede de distribuição
de que dispõe para as lançar no mercado.
Arrisque, mostre que também é capaz de
produzir coisas e de as exportar; como fazem já os empresários do sector do
calçado, que desenvolvem produtos reconhecidos internacionalmente, que correm
meio mundo para garantir encomendas e ainda contribuem para o aumento da
produção nacional e positivamente para o saldo da nossa balança comercial.
terça-feira, 5 de março de 2013
Pragmatismo!
ANTONIO COSTA abriu a boca
Comentadores
e analistas políticos não têm a coragem de dizer o que disse António Costa, em
menos de 3 minutos no programa "quadratura do círculo".
RELEMBRAR
E aqui está textualmente o que ele disse (transcrito manualmente):
(...) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.
E aqui está textualmente o que ele disse (transcrito manualmente):
(...) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.
E portanto,
esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram
viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades
é uma mentira inaceitável.
Nós orientámos
os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União
Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram
dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um
comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política
induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer? podemos
todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que
esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do
conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União
Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser
simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que
os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das
suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por
uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um
castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os
portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu
muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e
os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado.
A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys",
criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais
fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os
exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova
cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo.
Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e
corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais,
que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do
BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que
depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a
um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm
responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje
passamos.
Enquanto isto,
os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das
suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado
das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos
arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da
dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e
poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim,
culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve
a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta
sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao
assalto fiscal que se anuncia."
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
A minha play list
O que aconteceria se alguém me
pedisse para elaborar uma play list? Seria certamente uma tarefa dificílima...
Já lá vão os tempos em que devorava álbuns, correndo às discotecas para ouvir
as novidades, primeiro em Coimbra, a seguir em Aveiro e depois em Lisboa - (Almedina
(Coimbra), Oxigénio (Aveiro), Fnac (Lisboa)- sem esquecer as idas ao Porto, com
os amigos Sampaio e Óscar, para percorrer a Vandoma à procura de vinis a bom
preço.
Este era o tempo do vinil, depois
seguiu-se o tempo do CD e, por último, a música deixou de ser a mesma coisa...
Hoje, tudo se tenta refazer mas nada se faz como antes (o que foi não volta a
ser, por muito que se queira) – neste sentido, recomendo vivamente a leitura de
um artigo, do último domingo, do inconformado Miguel Esteves Cardoso - Público.
Uma noite destas em casa do Rui
Salazar, em conversa com o Óscar, partilhamos momentos de especial saudade e
robusteci a ideia de que a música é, sem dúvida, um dos maiores prazeres que a
vida me tem dado. Sem ligar tanto ao que é novidade, nesta panóplia sonora que
temos nos nossos dias, e sem sair de casa.
É certo que hoje saborear
novidades não é mesma coisa, basta um click e tudo nos aparece, já não é
necessário esperar pela próxima edição do Blitz ou estar até às tantas da manhã
para ouvir a hora do lobo do António Sérgio ou a aguardar pelos conselhos do Álvaro
Costa e porque não esperar que a Xana e o Zé Pedro (Vira o Video? - RTP) nos
apresentassem novos projectos e novas bandas, uma época em que o Grunge (Som de
Seattle) ganhava forma e a flanela era doce como algodão. Era um programa que tinha o seu top 10 de video clips e a
apresentação das novas tendências da altura. Foi neste tempo que tomei
conhecimento de muitas das bandas que ainda nos dias de hoje fazem parte das
minhas preferências sonoras.
Por isso decidi, elaborar uma
pequena play list de 25 músicas que, de uma forma ou de outra, marcaram parte
da minha adolescência, juventude e o início de vida a(brupta)dulta… esta
preferência, tem uma exclusividade de momentos!
A play list tem como inconveniente
ser uma lista pouco alternativa (como gosto) e ter muito de pop. Antes que seja
tarde, as minhas sinceras desculpas a tantas senhoras que foram omitidas por
lapso e, do que seria da música sem o 6º sentido… A tantos e tão bons ou
melhores, sorry…
A ordem desta lista é aleatória,
sem que as variáveis do tempo, tendências, sejam escrupulosamente respeitadas.
1 - U2 – “the fly”. Para
muitos críticos o álbum “Achtung Baby ”, foi o inicio de um novo ciclo da banda
Irlandesa, há quem diga que foi o inicio do pop e o fim de uma banda
alternativa. No entanto, este foi o segundo álbum (vinil) que comprei com os
meus 15 anos, deliciei-me como nunca e aprendi a voar como uma mosca, qualquer
música deste álbum teria uma história para contar. Vi-os três vezes ao vivo,
mas o 1º concerto deles em Alvalade ficará para sempre…
http://www.youtube.com/watch?v=_82IYrdM2vU
2- James – “born of frustration”
.Foi o meu terceiro álbum “Seven”,
ouvi vezes sem conta e todas as músicas eram momento de êxtase em qualquer
discoteca da altura. Um concerto imperdível, patrocinado pela Rádio Energia em
Coimbra, marcaram um dos lados mais popeiros da minha juventude, adorava a
performance em palco do vocalista (Tim Booth). Não sei se este tema nasceu de
alguma frustração, mas que me fazia dançar como um tolo...fazia!
http://www.youtube.com/watch?v=QxM42rG0a08
3- Jorge Palma – “à espera do fim”
do álbum Só. Este álbum foi editado em 1991, mas só em 1993, tive acesso a
desfruta-lo. Antes tinha aprendido a gostar de Jorge Palma, através da minha
tia Graça, ainda muito miúdo, achei que este gajo era diferente, tão diferente
que anos mais tarde me ajudou amadurecer enquanto pessoa. Ouvi este tema em
viagens, no quarto, no café, em tantos sítios, até chegamos a cantar em pleno
Académico (Carlos Miguel, Marisa e com a Xana) enquanto o resto da malta tinham
ido ver John Zorn ao Teatro Gil Vicente. Esta música tem uma carga ideológica
que me pôs a pensar! E desde aqui, tudo foi diferente. Jorge Palma, infelizmente,
não foi consistente, vi nele um lado fantástico, mas também um lado degradado no
álcool. Bons Concertos (Aula Magna, Coliseu, Casino de Lx e outros)- Maus
Concertos (Arrais do Académico, Semanas Académicas por este país…). Pelo meio,
falei com ele duas vezes e partilhei a minha admiração.
http://www.youtube.com/watch?v=qfo29wSakIU
4- The Cure – “lullaby”. Foi
das primeiras músicas que ouvi dos The Cure, ainda no tempo das jukeboxes
(salão de Jogos – Maria Helena) e, desde aí, aprendi a gostar de Robert Smith.
Este tema é intemporal à semelhança de “friday im in love” que dancei muitas
vezes na discoteca States em Coimbra ou no Incógnito em Lisboa.
http://www.youtube.com/watch?v=ijxk-fgcg7c
5- David Bowie – “space oddity”.
David Bowie é provavelmente o maior ícone musical (vivo) das últimas décadas. O
camaleão do rock, com uma adaptabilidade fácil aos novos tempos, como prova o seu
recente álbum (the next day). Destaco este tema, porque sempre que o ouço,
parece que é a primeira vez.
http://www.youtube.com/watch?v=cYMCLz5PQVw
6- Lou Reed – “walk on the wild side”. Este
tema faz-me lembrar o tempo em que se dançava na Broadway, de forma colectiva
(5 passos para a frente, 5 passos para trás). Será impossível dissociar LouReed
aos Velvet Underground, uma referência para a eternidade.
http://www.youtube.com/watch?v=WZ88oTITMoM
7- Iggy Pop – “beside you”. O
lado rebelde e um concerto memorável em 1994 (Coimbra). Escolhi este tema porque
marca um Verão intensamente forte e cheio de emoções (1994). O seu início de
carreira através da sua passagem pelos Stooges, não é o lado que mais aprecio.
Candy, passenger, real wild child, lust fo life, entre tantos outros temas
ficaram para sempre nas minhas memórias musicais, associado a um dos filmes da
minha vida (Trainspotting).
http://www.youtube.com/watch?v=RrpS_H2FZC0
8- Nick Cave and Bad Seeds – “straight to you”.
Infelizmente nunca vi ao vivo Nick Cave, duas vezes que tentei ver, mas
sem sucesso. Cresci com Nick Cave e foi dos (poucos) ídolos que tive na minha
juventude. Por vezes, vestia-me de acordo com o estilo de Nick Cave.
http://www.youtube.com/watch?v=CYbOHXMtelU
9- Peter Murphy – “cuts you up”. A
música deste senhor estará sempre associada à influência da sua passagem pelos
Bauhaus. O meu inglês foi sempre muito mau e não esqueço que ouvia este tema
sem ter a noção da sua letra, mas como era tão bom, nunca me importei com isso.
Há um projecto/banda associada a esta rapaziada que não posso deixar de
mencionar (Love and Rockets).
http://www.youtube.com/watch?v=UrfFHzqGBZI
10- Pearl Jam – “jeremy”. A fase
pura e dura do grunge. O garruço, o cabelo comprido, as camisas de flanela…
eram acessórios necessários para nos identificarmos com uma geração rebelde e o
sonho de poder um dia viver em Seattle. “Single”, foi um filme que não esqueço,
pois identifica um estilo próprio de vida, de quem queria ser independente e
livre de preconceitos. Recordo-me de ir à Almedina e comprar este álbum (Ten)
para o Tó Sampaio, escutei-o umas poucas de vezes, antes de o entregar ao seu
destinatário. Estávamos no início de uma grande época de novas sonoridades. Uns
anos mais tarde presenciei um grande concerto deles no Pavilhão Atlântico. Com
todo o respeito aos Nirvana, DinosaurJr., entre outros Pearl Jam são a
referência.
http://www.youtube.com/watch?v=MS91knuzoOA
11- Mão Morta – “em directo para a
televisão”. A minha banda portuguesa. Uma enorme admiração por Adolfo
Luxuria Canibal. Assisti, sempre a bons concertos, até na Mêda. Em directo para
a televisão é um tema que me inspira folia e rebeldia.
http://www.youtube.com/watch?v=JZIOOP8lgMA
12- Young Gods – “gasoline man”.
Porque na Suiça também se faz boa música. Um país que não vive apenas de contas
bancárias… Grande concerto em Coimbra e passadas quase duas décadas no
TMGuarda. Gasoline man foi o primeiro tema que conheci deles e desde aí foi
sempre uma enorme satisfação.
http://www.youtube.com/watch?v=YxWLVRlGa10
13- Tindersticks– “can we start again”. A
consistência de uma banda que me educou musicalmente. Este tema é certamente o
tema mais vezes ouvido no meu carro. Grandiosidade destes britânicos de
Nottingham. Entre a melancolia e uma beleza impar, este tema serviu para
resolver amores e desamores durante longos períodos de instabilidade
sentimental. Registo para um grande concerto no TMGuarda em 2010.
http://www.youtube.com/watch?v=WQZQ4WU3As0
14- Marianne Faithfull – “alabama song”.
A grande Senhora. Palavras para quê. Interpreta como ninguém. Alabama song, já
foi cantado por muita gente, mas ninguém como ela. Ouvir…
http://www.youtube.com/watch?v=9T59ej_TlXE
15- Portishead –“glory box”.
Portishead marcam um momento particular difícil da minha vida, conheci através
do Dino. Começou por uma sugestão musical que desencadeou momentos de alguma
melancolia, mas também de grande introspeção. Este tema marca uma época de luto
(morte do meu pai) e que me despertou para conhecer outras bandas de Bristol.
Recordo-me como se tornou contagiante ouvir Portishead no JDM café. Toda a
malta me pedia emprestado o CD para gravarem.Anos mais tarde estive em Bristol
mas as tendências já eram outras…
http://www.youtube.com/watch?v=yF-GvT8Clnk
16- Zeca Afonso – “índios da meia
praia”. Para Sempre… Zeca é único, as suas letras, a sua musicalidade, a
sua intervenção. Quem não gosta de Zeca, não gosta de música. Uma singularidade
da música portuguesa (intervenção) e este, é um dos muitos belos temas da sua
vasta discografia. Recordo-me da sua morte e da manifestação de solidariedade
que se desencadeou por todo o país. Bons tempos do 1910, Diligências bar em
Coimbra, sítios onde se recordava Zeca com muita saudade.
http://www.youtube.com/watch?v=J7ntDFAF1AE
17- Fausto – “navegar navegar”.
Por este rio acima é dos discos que mais ouvi e que mais saboreei. Fausto,
Pedro Barroso e José Mario Branco são parte do genoma musical que melhor se fez
em Portugal. Tive o privilégio de os ouvir e de adorar. Navegar, navegar é das
músicas que melhor personificam a história do nosso país.
http://www.youtube.com/watch?v=QbT2sdsRbjw
18- Sérgio Godinho – “namoro”.
Belas letras e um belo intérprete. Este tema, não é da sua autoria, mas é sem
dúvida uma bela interpretação. As três vezes que assisti Godinho ao vivo foram
em espaço aberto, gostava de um dia assistir a um concerto em espaço fechado
para saborear a intimidade das suas músicas.
http://www.youtube.com/watch?v=ohtCKeNuiI8
19- Pixies – “where is my mind”. Provavelmente
a melhor banda de rock alternativo. Admiro o trabalho a solo de Frank Black,
mas Pixies são Pixies (ponto)! Este tema fala por si, tantas vezes que
perguntamos: “Onde está a minha mente?”. Um tema que se ouvia frequentemente na
Jukebox ou no Incógnito em LX (um lugar de muito bom gosto e de muitas noites
que o diga o Dartagnan).
http://www.youtube.com/watch?v=5iC0YXspJRM
20- Violent Femmes – “add it up”. Recordar
os melhores verões na Mêda é ouvir Violent Femmes. Ao som deles, apanhei grandes
bebedeiras e grandes noitadas. Ambrósios Bar sem Violent Femmes é uma espécie de
mar sem ondas.
http://www.youtube.com/watch?v=QHapDS2fcFE
21- The Smiths – “what difference does
it make?”.Dissociar Morrissey aos Smiths é tarefa impossível, uma vez
que a sua carreira a solo fala por si. Recordo-me dos tempos em que via os seus
fãs usarem flores nos bolsos de trás das calças, nunca tive essa tentação mas
reconheço que ainda pensei em usar.
http://www.youtube.com/watch?v=Uzp5ocWvzck
22- Múm – “green grassof tunnel”.
Múm e Sigur Rós são bandas que personificam que é possível fazer boa música sem
que se percebam as letras das próprias músicas. Conheci múm, quando estava por
Lisboa, numa altura em que me deram a conhecer muitas sonoridades e bandas de
grande talento, mas entre elas, Múm despertou todo o interesse. Este e outros
temas relaxantes faziam cortar o stress lisboeta e equilibrar a mente.
http://www.youtube.com/watch?v=oHTFmJk7fH0
23- Joy Division – “love will tear us apart”. Será que podia viver sem Joy Division?
Poder podia, mas certamente que não seria a mesma coisa! Tema obrigatório em sessões que fui requisitado para DJ. O filme “Control”
marca uma fase de inconstância e de particular dificuldade da minha vida. Um
outro tema marcante é o “atmosphere”, tema que muitas vezes encerrava as sessões
do States.
http://www.youtube.com/watch?v=qHYOXyy1ToI
24– Fujiya and Miyagi – “ankle injuries”.
Este tema marca um verão complicado, mas de grande mudança (2006).
http://www.youtube.com/watch?v=N5XVeENmLMk
25– Nouvelle Vague – “dance with me”. Será
impossível escolher qual o tema que melhor define “como tudo começou, com a
Joana…”, mas foi ao som dos Nouvelle Vague que conheci a mulher da minha vida e
mãe da minha filha. Desculpem mas este álbum tem muito de pessoal e não posso
extravasar o super-ego.
http://www.youtube.com/watch?v=KitcvxK9bzU
Ena Pá (2000), então não é que me
esqueci dos SexPistols, do Brian Ferry e de mais Galaxie (500)… Ai que SaUdaEDE
dos SonicYouth.
PS -Toda esta ideia surgiu depois
de escutar a play list do ex líder da JSD na TSF (sinceramente que grande
minimidade sonora do moço, que pobreza).
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
TROIKA-ME DE GOVERNO!
Torna-se mais do que evidente que
a troika tem servido de desculpa para todas as acções e medidas deste
(des)governo. A troika troikou-nos, de forma a que ninguém se interrogue sobre
a impreparação e falta de estratégia de Passos e Gaspar na defesa do interesse
nacional!
Porém, continuo a pensar que não
é apenas a impreparação e incompetência
deste governo que nos levaram ao CAOS. O que sucedeu foi resultado do somatório
de umas tantas coisas: uma agenda ultra-liberal, que outorga num modelo
empírico e de experimentalismo do sr. Gaspar, tendo como recompensa o seu
assento, dentro de meses, no BCE ou mesmo no FMI; acrescida das más escolhas
ministeriais e de um primeiro-ministro que não sabia, não sabe e não saberá
defender o supremo interesse nacional, e que se agacha perante os lideres
europeus e apenas se preocupa em privatizar e desmantelar o estado social, como
forma de ganhar o seu sustento vitalício e dos seus amigos (Relvas e
Companhia)…
Mais se foi a troika que nos
levou aqui…então é altura de perguntar aos portugueses, se já leram o memorando
da troika? Aquele assinado por Portugal em Maio de 2011. Para quem não leu e
tem interesse em fazê-lo, deixo o link para que consultem e meditem sobre as 35
páginas do documento que tem servido de justificação para todo o (des)governo deste
governo.
Depois de uma leitura atenta
pergunto onde está escrito no
"memorando de entendimento" que em 2013 o IRS tem de subir 30 por
cento, em média, para custear a incompetência e a imbecilidade deste governo?
Onde consta que se deve lançar uma sobretaxa de subsídio de Natal a todos os
portugueses (decidida e executada em 2011)? Onde está o corte nos subsídios aos
funcionários públicos e pensionistas? E uma reforma administrativa do poder
local, sem que sejam consideradas as vontades das próprias populações e seja
executada uma regionalização, através de uns organismos que ninguém sabe quais
as próprias competências e cuja única certeza é que irão servir de sorvedouro
para os amigos que não podem ser candidatos aos municípios pela limitação de
mandatos? E a história mais ridícula e imbecil de alteração das contribuições
para a TSU? Onde está escrito a alteração das taxas e nos escalões do IRS,
incluindo a nova sobretaxa (anunciados no Orçamento para este ano).
Façam o exercício de tentar
descobrir onde estão escritas estas nefastas medidas e verão que não constam em
lado nenhum, ao contrário das tagarelas palavras que este governo diz constar
no memorando.
Este governo insiste no erro e no
disparate de encontrar as piores soluções, basta recordar a subida do IVA em
vários sectores, nomeadamente na restauração, o que ganhou com esta medida?
Lançam taxas e sobretaxas, retiram subsídios e o governo expande a crise
económica. Com estas medidas alcançam a
retração e o descontentamento social, as pessoas deixam de consumir e a
economia estanca, em contraste com a taxa de desemprego que não para de subir.
A receita fiscal cai abruptamente e o deficit dispara sem qualquer controlo das
previsões gasparianas.
Este governo mente e não adianta
troikar-se em falsas remições, pois em nenhuma linha do memorando estava
escrito que tínhamos que optar por este caminho, para este ano que ainda agora
principiou temos mais do mesmo: aumento
da luz, água, luz, transportes, impostos, portagens, IMI, ICV´s e tantos vês
que não se vê uma luz de esperança…
Tudo irá subir exponencialmente,
até a contestação social. Os portugueses não têm alternativa para 2013 por isso,
há que troikar de governo!
E verificará como este governo
mente aos portugueses!
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