segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
É Carnaval ninguém leva a mal...
" Que ideia a de que no Carnaval as pessoas se mascaram. No Carnaval desmascaram-se." Vergílio Ferreira
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
O Senhor do Adeus
Quando em 1998 fui viver para Lisboa na minha rotina diária/académica passava pela Avenida do Restelo em direcção à Avenida da Torre de Belém, nesse cruzamento, via ao final da tarde um Senhor de óculos pretos e de cabelos brancos que acenava constantemente, dizia Adeus a todos que por lá passavam.
Não sei o porquê, mas sempre que por lá passava, quase sempre o via, dizia eu para os meus botões: “Boa Tarde Sr. Woody Allen do Restelo!”. Longe de imaginar que esta personagem gostava de cinema.
Passados alguns anos, passei a vê-lo, diariamente junto ao Saldanha! Deixei Lisboa em 2010 e nunca mais o vi! Soube recentemente que também em 2010 o Senhor do Adeus, nos tinha deixado, talvez a “A Deus” se tenha entregado.
O Senhor do Adeus” chamava-se João Manuel Serra. Pelo que parece não era pintor, músico, escritor, nem poeta e muito menos homem de grandes paixões… Porém, toda a gente o conhecia e, mais importante do que isso, toda a gente o adorava. Quem passava pelo Saldanha, encontrava um homem que combatia a solidão com a doçura de dizer adeus.
Assim ficou conhecido. Parabéns aos Lisboetas que ontem souberam o homenagear e pelo que parece até uma lápide, foi colocada no Saldanha, na zona onde habitualmente acenava aos automobilistas.
Um homem vulgar que ficará na memória de muitos. Quando a simplicidade é contagiante nas nossas vidas, ou como escreveu Fénelon “ A simplicidade é uma rectidão da alma que corta qualquer volta inútil sobre si mesma e sobre as suas acções.”, os pequenos nadas tornam-se enormes!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
sábado, 7 de janeiro de 2017
Bem-haja Camarada Soares
Acabei de saber que o Dr. Mário Soares faleceu. A notícia não me causa surpresa uma vez que o seu estado de saúde há muito que anunciava este fim terrestre. A sua vida foi controversa, mas de uma entrega única à causa pública.
Soares começou por lutar contra o fascismo para, de seguida, impedir uma outra ditadura (comunismo). Foi com ele que este país estabilizou e foi ele que permitiu e proporcionou o exercício da democracia no nosso país.
Soares abriu-nos as portas da Europa e varreu um país atrasado e ostracizado!
Com ele aprendemos a não ter medo, a sua luta foi constante e, mesmo nas derrotas, mostrou que vale sempre a pena lutar!
Nos últimos anos da sua vida alertou para os novos perigos do país e do mundo.
Nas entranhas de tudo isto, Soares, foi um estadista, um democrata, um combatente.
“Soares é Socialista, Republicano e Laico.”
Soares é fixe! Soares é eterno!
Bem-haja Camarada!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
O momento!
"Ninguém morre de véspera"
de Seixas da Costa
de Seixas da Costa
Regressemos ao final de 2015, ao momento em que António Costa surpreendeu o país com o acordo parlamentar que proporcionou a "geringonça" que nos tem governado. Lembremo-nos do tom patibular de Cavaco Silva, da deselegância política com que reagiu ao entendimento parlamentar que reconduziu a esquerda ao poder. Recordemos o "roadshow" revanchista que a antiga maioria promoveu pelo país, tentando incendiá-lo politicamente contra a nova solução governativa. Elenquemos as "cassandras" (nas quais me incluo) que davam por certa a incompatibilidade entre socialistas e os companheiros da "frente popular". Tenhamos presente as previsões que garantiam que Bruxelas, que detesta ver a "esquerda da esquerda" perto do poder, iria fazer vergar o primeiro orçamento, esmagar com sanções o défice herdado dos seus "amigos" e criar uma guerrilha permanente que transformasse este num verão em que do calor não resultassem só incêndios. E quantos não foram, à pressa, reler a detestada Constituição, tentando perceber os meses que faltariam para que o futuro presidente de direita dissolvesse o Parlamento, convocasse eleições e retornasse os seus ao poder?
O futuro é sempre mais imaginativo do que os homens. A maioria, embora sacudida pela chantagem do sindicalismo paleolítico e por umas flores legislativas "fraturantes" que a sua natureza obrigou a adotar, demonstrou uma inesperada capacidade para trabalhar em conjunto. Com maior ou menor esforço e sucesso, ultrapassou algumas crises, como a dos contratos de associação com o ensino privado, polémicas de conjuntura, como a demissão de João Soares ou os governantes "voadores", ou ratoeiras herdadas do passado, como o Banif ou a Caixa.
A crise das (não) sanções acabou por gerar um momento de indignação nacional, que atrapalhou a oposição e colocou o país atrás de António Costa. O Euro futebolístico acabou por reforçar o otimismo com que o sorriso do primeiro-ministro tem vindo a acalmar um país que, em boa medida, viveu estes meses num surto de alguma esperança, de recuperação de rendimentos e de uma "oxigenação" salutar do seu quotidiano.
Seria de uma grande injustiça não pôr também a crédito do novo presidente da República uma fatia importante da descrispação que o país atravessa. Mas não nos iludamos. Por muito boa vontade que Rebelo de Sousa pudesse ter, se tudo se tivesse desconjuntado, por exemplo, em matéria de finanças europeias, as coisas não estariam como estão.
Em perspetiva, há que convir que a "geringonça" soube ultrapassar os grandes testes com que foi confrontada. Até ver, a avaliar pela nervoseira raivosa que provoca nos seus opositores, saiu "melhor do que a encomenda". O futuro? É só amanhã! Ninguém morre de véspera.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
terça-feira, 7 de junho de 2016
Na terra do Trump(a)...
Esta história aconteceu em Charlotte, na Carolina do Norte.
Um advogado comprou uma caixa de 24 charutos muito raros e caros, e segurou-os contra todos os riscos, incluindo … INCÊNDIO !
Passado um mês, e depois de ter fumado todo o stock dos tais maravilhosos charutos, o advogado apresentou à companhia de seguros um pedido de indemnização, alegando que os seus charutos tinham sido “destruídos numa série de pequenos incêndios”.
A companhia de seguros recusou-se a pagar, alegando a razão óbvia que o senhor tinha consumido os charutos pela forma habitual e a que eles se destinam.
O advogado instaurou um processo contra a companhia de seguros, e GANHOU!!! Na sentença, o juiz concordou com a alegação de “falta de seriedade da queixa” aduzida pela companhia de seguros; mas apesar disso considerou que o advogado era titular de uma apólice, na qual se garantia que os charutos era seguráveis, e também se garantia que ficava seguro contra incêndios – sem definir o que razoavelmente deva ser considerado como tal (como seria o caso de os charutos serem fumados) e condenou a companhia a pagar a indemnização pedida.
Em vez de perder tempo e dinheiro com recursos caros, a companhia de seguros decidiu aceitar a sentença e pagou ao advogado 15.000 dólares, a título de prejuízo sofrido pela perda dos seus charutos “numa série de pequenos incêndios”.
AGORA VEM O MELHOR…
Depois de o advogado ter recebido o dinheiro, a companhia de seguros fê-lo prender preventivamente por acusação de 24 FOGOS POSTOS!!!
Com base na prova constante da alegação do próprio advogado e coligida no processo por ele intentado, o advogado foi considerado culpado de ter intencionalmente incendiado a propriedade segura – e condenado a 24 meses de prisão, e multa de 24.000 dólares !!!
No ano seguinte, esta história, que é real, ganhou o primeiro prémio no “Concurso de Advocacia Criminal”
domingo, 29 de maio de 2016
Contra os agiotas da desgraça, marchar, marchar, marchar!
Ao olhar para o passado somos
todos muito inteligentes, é assim que observo os profetas/visionários políticos
de direita que desvalorizam actualmente as medidas levadas a cabo por este
governo, nomeadamente a reabertura de serviços encerrados por estes no Interior
do país!
A “eureca” desses agiotas é
desvalorizar o que o governo está fazer, mas questiono, quando eram poder o que
fizeram… Lutaram? Contestaram? Manifestaram-se? Insurgiram-se?
A Resposta é BOLA (zero).
Essas personagens, que nada
fizeram para contrariar o ostracismo e abandono do anterior governo em relação
ao nosso distrito, vêm agora dizer que este serviço deveria e/ou poderia ter
mais aquela ou outra valência. No fundo, observamos uma atitude de puro descaramento
e falta de pudor.
Sabendo que o bom é inimigo do óptimo
e também que o perfeito é um exercício de excelência, quase sempre inatingível,
poder-se-iam discutir modelos de funcionamento e de competências. Mas tal só
seria possível se o critério de encerramento não fosse o de uma autêntica cegueira
partidária de quem quis ir para além da troika…
Havia ainda aqueles neófitos
políticos, que insistem em continuar a cultivar uma linguagem de cafeteira, garantindo
aos seus lacaios que isto com eles era diferente: Conseguiam mudar o mundo, conseguiam
fazer melhor, conseguiriam irrevogavelmente construir um admirável mundo novo
para as nossas terras!
Para esses, que na política só sabem desconstruir e que não apostam no seu sucesso, mas sim, no fracasso do governo! E que mês, após mês, semana após semana esperam o insucesso governamental, mostram e revelam o desnorte que se lhes instalou!
Para eles o importante e fundamental é saciar o umbigo, de pouco importa a vida das pessoas, sobretudo daquelas que não vivem à conta de la carte!
A Geringonça devolveu serviços às terras do Interior, dando um sinal que contraria a triste tendência de que "tudo o que se fecha, jamais se abre".
É bom que ao fim de seis meses da
liderança socialista, haja sinais de compromisso com uma Unidade de Missão para a
valorização do nosso território, que finalmente se refaça justiça (Tribunais)
com as nossas populações e que se alterem as Portagens de esperança,
em quem resiste, e que por cá quer ficar!
terça-feira, 17 de maio de 2016
Então e o povo pá?
Um texto de Carlos Barbosa de Oliveira, que reflecte bem, o país que temos e o conformismo inerente. Aqui fica:
Lembram-se da aliança Povo/MFA? E do "Povo Unido Jamais será vencido?"
Neste 25 de Abril andei a procurar esse povo.
Durante a procura lembrei-me de uma pergunta que há tempos me fizeram na caixa de comentários. Em tom crítico perguntavam-me:
Então e o povo pá?
Quis dar uma resposta, mas reparei que me faltavam alguns esclarecimentos.
Optei, por isso, por colocar algumas questões aos leitores, na expectativa de os esclarecimentos que me vierem a ser facultados me permitirem responder cabalmente a quem me interpelou:
Então, começo por perguntar:
Qual povo, pá?
O que votou duas vezes em Cavaco, sabendo que ele tinha entre o seu círculo de amigos um grupo de criminosos, responsáveis por parte da crise em que o país mergulhou?
O que viu os salários reduzidos, a pensão de reforma do pai amputada e o subsídio de desemprego da mulher terminado ao fim de seis meses e depois foi votar PSD para que tudo continue na mesma?
O que vota sempre no mesmo partido, como se fosse um clube de futebol?
O que recebe o RSI mas depois vota no CDS, ignorando que foi esse partido que mais tentou impedir que lhe fosse concedido esse direito?
O que diz que precisamos de dez Salazares para salvar o país?
O que afirma convictamente que vivíamos melhor no tempo do Salazar?
O que em dia de eleições prefere ficar na praia a ver o por do sol, em vez de votar?
O que se marimba para os referendos?
O que culpa os políticos por todos os males do país, mas não participa na vida cívica?
O que prefere ficar em casa a ver as manifs pela televisão a sair à rua?
O que acha a política uma chatice?
O que diz a culpa de tudo isto foi do Sócrates?
O que prefere manter-se desinformado, lamentar-se da vida e penitenciar-se dizendo que a culpa é dos corruptos, mas depois não pede a fatura ao eletricista, para não ter de pagar IVA?
O que prefere os saldos do Pingo Doce à manif do 1º de Maio?
O que acusa de malandros os que recebem o subsídio de desemprego?
O que pensa que os problemas do país se resolviam despedindo milhares de funcionários públicos que andam a coçar o cu pelas esquinas, mas mete uma cunha a um amigo para arranjar um biscate ao filho lá na Direcção Geral?
O que diz cobras e lagartos do SNS, mas corre para as urgências dos hospitais públicos assim que dá um espirro e protesta por ter de esperar duas horas para ser atendido?
O que acusa a polícia de nunca estar onde é preciso e depois diz que há polícias a mais?
O que se queixa da falta de civismo dos outros, mas estaciona o carro em cima de uma passadeira, numa curva, em segunda fila ou em cima do passeio?
O que ameaça um funcionário das finanças (ou passa mesmo à agressão) porque está revoltado com o montante do imposto que lhe foi cobrado?
O que diz que em Portugal só quem trabalha é que paga impostos, mas quando no restaurante lhe perguntam se quer factura, diz que não?
Bem, pá, parece que esse povo está porreiro. Continua a lamentar a situação do país, mas pensa que não há solução enquanto os velhos não morrerem e os funcionários públicos continuarem a ter uma carrada de privilégios - que não sabe exactamente quais são mas de que já ouviu falar.
Por tudo isso, baixa os braços e fica à espera que a crise passe. E se no dia das eleições não tiver mais nada que fazer, lá vai votar nas cores do partido de que é adepto.
Eh pá, lamento muito, mas para esse povo não tenho pachorra!
Ou, parafraseando a Helena Vaz da Silva, por esse povo não faço Puten! A não ser, quiçá, o gesto do Bordalo...
Assinar:
Postagens (Atom)








