quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Vamos ver se nos entendemos: é preciso manter o PS e “segurar” a democracia das tormentas populistas.

 


Vamos ver se nos entendemos: é preciso manter o PS e “segurar” a democracia das tormentas populistas.

Porque é que voto em António José Seguro? Poderia recorrer a muitos exercícios retóricos para lá chegar, mas a verdade é simples: por exclusão de partes, a conclusão torna-se óbvia.

Antes de mais, porque votar é um direito e um dever, o dever de honrar todos aqueles que lutaram para que hoje tod@s as portuguesas e portugueses possam escolher livremente. Depois, porque Seguro é, de facto, o único candidato que representa de forma clara e coerente o socialismo democrático.

Mas poderia votar em quem?

Num radical populista que despreza a Constituição e as instituições democráticas, como André Ventura?

Num liberal como Cotrim, que de forma dissimulada quer enfraquecer o SNS, a Escola Pública e o Estado Social?

Em Gouveia e Melo, um homem com demasiada farda e demasiado pouca política, que ao longo dos debates se revelou manifestamente impreparado para o cargo?

Em Marques Mendes, cuja proximidade a lóbis e “facilitação de negócios” é incompatível com a exigência ética da Presidência da República?

O António Filipe representa uma ortodoxia comunista que continua a olhar para a Europa como se ainda estivéssemos no tempo dos muros. Não vivemos num “admirável mundo novo”, é certo, mas também já não vivemos nesse mundo antigo.

A Catarina Martins continua, a meu ver, demasiado “naife”. Posições como a que tem em relação à NATO fazem-me pensar que ainda acredita que isto é a Albânia… e não é.

Manuel João Vieira é, para mim, o símbolo do “enanismo político”. Admito que hesitei: ao fim de tantas tentativas, lá conseguiu ser candidato. Mas o momento político exige responsabilidade. E, se for eleito, desiste. Por isso, desisti eu de votar nele.

Quanto a todos os outros candidatos: não os conheço suficientemente. E, em política, STOP ao desconhecido e a tudo o que é inorgânico.

Assim, não tenho melhor alternativa do que votar “seguro” pelo respeito da nossa República, no Camarada Tó Zé.

Algum dia teria de ser a primeira vez.